Escola sem papel: professor usa tecnologia para ganhar tempo e economizar

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Escola sem papel Inoveduc

Organizar e imprimir cerca de 18 modelos de provas para uma média de 400 alunos era rotina para David Remígio, professor e coordenador dos cursos de redes de computadores, desenvolvimento de sistemas e informática na Escola Técnica Estadual Miguel Batista, no bairro de Macaxeira, Zona Norte do Recife.

David explicou que tentava reduzir ao máximo o número de folhas utilizadas para produzir cada prova, mas que, ainda assim, o gasto continuava alto.

A alternativa encontrada foi utilizar uma plataforma que permitisse a criação de um ambiente virtual de avaliação para que os alunos pudessem fazer as provas em computadores.

Sabendo que seria inviável disponibilizar uma plataforma online para que os alunos pudessem fazer as provas, David procurou orientação com sua professora do mestrado para encontrar uma plataforma offline.

“Descobri que o Moodle [N.R.: plataforma muito usada na modalidade de ensino a distância] pode ser usado no modo offline. Com isso, não precisaria mais da internet. Então metade dos meus problemas para disponibilizar as provas foi resolvido”, explicou.

Uso de tecnologia possibilitou economia de R$ 1 mil mensais

Solucionado esse problema, o próximo passo foi montar toda a estrutura de rede necessária para que finalmente pudessem começar os testes.

“Até metade de março estávamos fazendo os testes que foram justamente uma simulação das provas. Aí identificamos e corrigimos alguns problemas. As prova começaram a rodar, valendo mesmo, no começo de abril, quando todos os testes já tinham sido finalizados, e os problemas solucionados. Ficaram somente os problemas do dia a dia.”

Durante todo o processo de implementação da plataforma, David contou com o apoio da gestora da unidade, Sheila Ramalho.

A diretora apontou que entre as principais vantagens em utilizar esse sistema de provas estão a economia de papel e também, a otimização do tempo gasto por alunos e professores para a confecção e resolução das provas.

“Acabamos fazendo com que diminuísse o tempo de correção de prova dos professores. Em vez de corrigir, 448 provas, o relatório é gerado no próprio sistema. Nós minimizamos também o uso de papel, e os alunos conseguem controlar melhor seu tempo de prova”, destacou Sheila.

A economia mensal, com a adoção da tecnologia para aplicar provas, é de cerca de R$ 1 mil.

Escola já está expandindo o uso dessa tecnologia

David disse que aproveitou a plataforma para ser utilizada também com os alunos da progressão parcial.

Alunos que ficaram em dependência em alguma matéria do ano letivo anterior podem utilizar a plataforma durante as horas vagas ou nos fins de semana e acessar os conteúdos disponibilizados pelos professores.

As avaliações são divididas em duas etapas. A primeira parte feita é entregue virtualmente e a segunda, realizada na escola com a supervisão do professor.

“Os alunos que ficaram em progressões já estão cadastrados na plataforma. No fim do mês tem a primeira parte da avaliação, que eles precisam entregar para compor um pedaço da nota deles da progressão parcial”, explicou David.

Letícia Santos

Letícia Santos

leticia.santos@folhadirigida.com.br

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