Especialista fala sobre o que esperar da educação em 2018

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BETT-EDUCAR-SELOO ano de 2017 foi movimentado para a educação. Principalmente com o surgimento de novas tecnologias educacionais e com a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino fundamental.

No entanto, segundo a educadora Adrea Ramal, doutora em educação pela PUC-Rio, em 2018 não podemos esperar por muitas novidades.

Andrea explicou que por se tratar de um ano de eleições, muitos projetos ficam paralisados. Por conta disso, a expectativa é de que não sejam realizadas muitas reformas educacionais, nem muitos investimentos.

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A especialista destacou, também, que em 2018 o setor educacional passará por muitos desafios. O primeiro deles refere-se às atuais formas de ensinar que não correspondem mais às necessidades dos estudantes do século 21.

Políticas públicas apresentam os desafios mais complexos

 

Para que a utilização dessas metodologias em sala de aula se torne uma realidade será preciso investir em novas tecnologias e na formação dos professores.

“O ideal é que esses professores que estão se preparando agora para entrar na carreira sejam capacitados dentro dessas metodologias ativas. Assim, ao chegar nas escolas eles considerem natural utilizá-las.”

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De acordo com a especialista, os principais desafios que serão enfrentados no setor educacional este ano estão realcionados às políticas públicas. Tanto para a educação básica quanto para o ensino superior.

 

A maior dificuldade a ser enfrentada é a falta de investimentos

Por fim, Andrea ressaltou que a maior dificuldade continua sendo a questão de investimento.

“Precisaremos de investimento para conseguir fazer uma mudança estrutural. Não basta uma lista de conteúdos que todo mundo deve aprender, isso não muda nada, por si só. Precisamos investir na formação dos professores e, também, na própria revisão dos materiais didáticos para que isso saia do papel.”

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Muitas empresas privadas passaram a investir também na educação básica, por estarem sentindo falta de mão de obra qualificada no mercado.

“Em função dessa necessidade, as empresas começaram a investir mais, não só em universidades corporativas — ou seja, capacitando os seus profissionais no dia a dia com seus próprios cursos, treinamentos —, mas também olhando para a educação básica. As empresas perceberam que se o Brasil não mudar a educação básica sempre haverá esse problema de não encontrar pessoas qualificadas para seus postos de trabalho”, disse Andrea Ramal.