Especialista mostra como apps podem inovar educação musical

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Foi-se o tempo em que, para trabalhar com música na educação, era necessário ter instrumentos caros e que ocupam muito espaço. Usar aplicativos pode ser uma boa opção de uso de tecnologia para trabalhar essa área de forma ágil e, porque não, bem mais divertida com a garotada.

Para o professor que pensa em fazer da tecnologia um aliado e inovar no ensino de música, o app do momento é, sem dúvida, o musical.ly. Com mais de 7,5 milhões de acessos no país ele virou febre entre os jovens.

No musical.ly, é possível gravar vídeos de até 15 segundos, no qual o autor interpreta a música que quiser, que é tocada como fundo sonoro da gravação. É uma versão que lembra um outro que fez muito sucesso recentemente : o app de dublagem Dubmash.

Em sua palestra na Feira Bett Educar, o especialista em Educação Musical Sandro Santos salientou que uma boa estratégia para uso do musical.ly é usar o interesse que ele desperta nos jovens para envolver mais os alunos com as atividades com música.

“A questão é que dublagens feitas a partir do aplicativo são em Inglês. Uma dica seria pedir para os alunos usarem o app, mas com canções da música popular brasileira, para valorizar nossa cultura”, comenta o especialista, que tem especialização em Educação Musical pelo Centro Universitário Adventista do Estado de São Paulo (Unasp).

Outra boa opção, segundo o professor Sandro Santos, é o app garageband, para IOS (sistema operacional do Iphone). Um dos apps mais usados por ele nos últimos anos em suas atividades com estudantes, ele permite simular o funcionamento de instrumentos musicais. É possível, até mesmo, executar os vários tipos de sons que compõem uma orquestra.

“Ele pode ser configurado, por exemplo, para gerar um DÓ Maior com apenas um toque. Mas, também permite uma configuração mais realista, refletindo a complexidade que se exige para essa nota”, exemplifica Sandro Santos.

Em sua palestra, o professor fez um passeio pela história da música na humanidade. O objetivo foi mostrar como a evolução da humanidade gerou, em cada época, novos paradigmas no campo da arte musical e como o surgimento de novas tecnologias impactou e continua influenciando na forma como o ser humano se relaciona com a música.

Outra opção para trabalhar com música nas escolas é Sibelius, um programa de notação musical. Ele permite uma perspectiva diferente, pois é voltado para a composição.

“O estudante pode aprender a escrever partituras e arranjos que, em muitos casos, são as partes que exigem mais tempo no processo de composição”, conclui Sandro Santos, que é professor da Fundação Educacional Miguel Mofarrej, de Ourinhos (SP).

Renato Deccache

Renato Deccache

renato.deccache@folhadirigida.com.br

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