Estudo americano afirma que big data ajuda a aumentar lucros das IEs

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Já estamos cientes que a análise de dados abre caminho para uma melhor experiência no ensino-aprendizagem. Mas de acordo com um relatório recente do RPK Group as instituições de ensino podem ganhar aproximadamente US$ 1 milhão por ano se aumentarem a retenção de estudantes com uso da big data.

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A pesquisa analisou os retornos de investimentos em 22 instituições financiadas pelo Bill & Melinda Gates Foundation. Os dados indicam benefícios ao adotar novas estratégias de assessoria, incluindo aquelas que são conduzidas por dados e aprendizado adaptativo.

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Segundo a empresa de consultoria educacional, novos modelos estão emergindo no ensino superior para melhorar o desempenho e os resultados dos alunos. Eles incluem modelos alternativos de entrega e instrução, como educação baseada em competências, material didático digital e recursos educacionais abertos.

Fora da sala de aula, novas ferramentas e abordagens de suporte educacional também estão ajudando os alunos a planejar e percorrer com sucesso os caminhos da faculdade.

Análise preditiva pode melhorar a experiência do aluno

As ferramentas indicadas pelo relatório incluem o planejamento integrado e o aconselhamento para soluções para alunos, as chamadas ferramentas iPASS. Nelas, são usadas análises preditivas para ajudar no planejamento de diplomas. E também em treinamento e aconselhamento, rastreamento do progresso do aluno e alertas acadêmicos iniciais.

O estudo descobriu que, enquanto as escolas inicialmente gastavam mais dinheiro usando as ferramentas, o custo por aluno ao longo do tempo diminuiria. A retenção poderia dar às faculdades US$ 1 milhão a mais por ano.

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As universidades que adotaram ferramentas de análise preditiva como a iPASS viram melhora em seus processos de aconselhamento. E, em última instância, a retenção de estudantes.

Primeiros resultados nos EUA são positivos

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U-Wisconsin-Madison já colhe os primeiros frutos do big data (Foto: Reprodução/Internet)

Faculdades como a Middle Tennessee State University usaram ferramentas de análise para criar programas de aconselhamento mais informados. Os dados também demonstraram enorme potencial na elaboração de uma experiência universitária individualizada para cada aluno.

“Há um movimento em torno da integração de dados demográficos com a forma como os alunos interagem com a sala de aula digital online. Uma coisa tecnicamente possível é que podemos começar a personalizar a experiência do aluno”, disse o diretor de dados da Universidade de Wisconsin-Madison, Jason Fishbain, em matéria publicada pela EdTech Magazine.

Fishbain disse que seu escritório procura maneiras de usar dados além de apenas retenção. “Acho que as instituições de ensino superior estão apenas sentindo seus pés molhados nessa área.”

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Campus da SC State University (Foto: Reprodução/Internet)

Já na Universidade da Carolina do Sul, o diretor de Dados, Mike Kelly, disse à EdTech Magazine que seu campus usa uma solução analítica local para avaliar como o envolvimento dos alunos fora da sala de aula afeta os resultados dos alunos.

“Nossa divisão de Estudos e Apoio Acadêmico tem defendido que atividades extracurriculares impactam no envolvimento e resultados educacionais dos alunos. Estamos tentando medir e avaliar alguns desses”, disse Mike Kelly.

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
debora.thome@folhadirigida.com.br

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