InovAtiva mostra expansão no mercado brasileiro de startups em edtech

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Maycon Stahelin, coordenador do InovAtiva Brasil

Levantamento realizado pelo InovAtiva — programa de aceleração em larga escala para negócios inovadores — indicou que, nos últimos cinco anos, 86 startups de educação passaram pelo projeto. Dessas, 33 chegaram à fase final do ciclo de aceleração.

Das 114 startups que passaram pelo segundo ciclo de aceleração do programa no último ano, 95 empresas estão em funcionamento. Juntas, apresentaram um total de investimentos captados de R$ 39.115.000.

No mesmo período, 21, das 255 startups selecionadas, são do segmento de educação. O coordenador do programa reconhece que nos dois últimos anos houve um crescimento na participação de startups de educação no InovAtiva Brasil.

“Nós vimos inclusive a banca dessa última edição, que terminou agora em julho, comentar muito sobre a melhora no nível de maturidade dessas startups da área de educação em relação às edições passadas”, disse Maycon Stahelin, coordenador do programa.

Com base nessa experiência, Stahelin acredita que o segmento continuará a crescer nos próximos anos.

“Com o acompanhamento do pessoal que tem passado pelo InovAtiva nos últimos anos, principalmente na primeira edição desse ano e pelo o que temos verificado eu apostaria que esse segmento vai continuar sendo forte. Nós recebemos cada vez mais propostas interessantes sobre a utilização de tecnologia para resolver problemas de educação.”

Aceleração ajuda a incrementar o mercado de startups

Nos últimos anos, os olhares dos investidores se voltaram para uma nova tendência, que cada vez mais ganha força no Brasil e no mundo: o mercado de startups. Entretanto, a maior preocupação em investir nesse segmento é o despreparo da maioria dos desenvolvedores para o mercado dos negócios.

Nesse cenário, o InovAtiva Brasil oferece a novos empreendedores um suporte para que qualquer startup do país possa dar o primeiro passo para captar recursos e conquistar clientes.

“Os investidores veem um monte de tecnologias que parecem boas, interessantes, mas não colocam recursos porque o empreendedor não está preparado. Eles não sentem confiança de que esses empreendedores vão conseguir utilizar esse dinheiro bem”, ressaltou Stahelin.

Diferentemente de outras aceleradoras, o InovAtiva se propõe a oferecer um serviço gratuito. Atendem, em larga escala, qualquer setor, em qualquer lugar do Brasil. O programa é realizado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Repasse do governo em 2017 foi de R$ 5,5 milhões

A Fundação Certi, em Florianópolis, é a entidade conveniada ao ministério responsável por executar todas as atividades oferecidas pelo programa. Foi firmado um convênio com duração de três anos. O repasse do governo federal é de R$ 5,5 milhões para serem usados até dezembro de 2017.

O programa é dividido em três etapas: capacitação, mentoria e conexão. A capacitação é constituída de cursos onlines que estão disponíveis, a qualquer interessado, no site do InovAtiva. São oferecidos cursos de modelagem e validação da proposta de valor, propriedade intelectual e acesso ao mercado, por exemplo.

A mentoria é reservada aos empreendedores que fizeram inscrição para o ciclo de aceleração e tiveram suas startups selecionadas. No último dia 7, o InovAtiva divulgou em sua página as 255 startups selecionadas para o ciclo de 2017.2. Desse total, 10% são destinadas à educação.

Letícia Santos

Letícia Santos

leticia.santos@folhadirigida.com.br

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