Fundação Telefônica aposta em empreendedorismo jovem

Fundação Telefônica aposta em empreendedorismo jovem

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Revolução e empatia. São essas duas palavras que definem os projetos “Pense Grande” e “Inova Escola”, da Fundação Telefônica. Ambos trabalham no sentido de formar o jovem para ser o protagonista da própria história, aliando a educação à tecnologia.

Com escolas em três diferentes áreas do Brasil, o “Pense Grande” nasceu como um projeto de empreendedorismo voltado para jovens. A formação tem duração de 90 a 120 horas.

Há também um segundo processo formativo feito através da parceria com o Centro Paula Souza, responsável pelas escolas técnicas estaduais de São Paulo.

Fundação Telefônica
Americo Mattar, diretor-presidente da Fundação Telefônica Vivo

“A ideia foi construída para oferecer a esses garotos a construção de um projeto de vida, a construção de um Canvas. Ao final do processo formativo, esse jovem tem um pitch de projeto onde apresenta essas soluções”, diz o diretor-presidente da Fundação Telefônica Vivo, Americo Mattar.

Melhores iniciativas recebem aporte de R$10 mil  

Após a apresentação dos pitches a Fundação seleciona as 15 melhores iniciativas empreendedoras que atendam ao critério de inovação social. Cada um dos selecionados recebe capacitação ao longo de um ano,  e o investimento de R$10 mil.  Além disso, o jovem recebe desde a formação financeira até estruturação de business.

“Costumo dizer que nessa etapa a gente faz uma preparação para o jovem ser inserido no mercado formal, o mercado do empreendedorismo.”

Mattar ressalta que um dos objetivos é desmitificar as ações empreendedoras e ensinar competências protagonistas a esses jovens. O terceiro pilar do “Pense Grande” está relacionado ao fortalecimento do ecossistema. Nessa fase a Fundação Telefônica busca criar campo para outros investidores sociais.

“Com a parceria entre a Força Tarefa de Finanças Sociais, de São Paulo, e com o Instituto Cidadania Empresarial (ICE), buscamos mostrar a viabilidade do investimento no empreendedorismo de impacto social.”

Inovação para personalizar o ensino

O “Inova Escola” tem como principal objetivo implementar a tecnologia em sala de aula para auxiliar o aprendizado dos alunos. Atualmente, seis escolas fazem parte do projeto. Dessas, duas são escolas rurais.

“Nós levamos conexão de alta velocidade, formação para os professores, computadores, toda a parte de Hardware e Robótica. A partir daí as escolas criam a sua forma pedagógica de explorar o melhor potencial dessa tecnologia”, disse Mattar

De acordo com o executivo, de todas essas inovações a formação dos professores é o principal ponto. O que reforça a ideia de que a formação desses profissionais está defasada frente à tecnologia.

“A tecnologia por si só não tem o papel de mudar a educação. Os responsáveis por mudar a educação são os professores dentro das salas de aulas, inovando e criando novas ferramentas. A tecnologia potencializa essas possibilidades”, argumentou Americo Mattar

Para a formação dos docentes, são aproximadamente 40 cursos nas escolas conectadas. O conteúdo vai desde conhecimentos básicos em tecnologia da informação e comunicação até cursos mais instrucionais.

Projetos capazes de ampliar a visão dos jovens

O processo colaborativo de criação é um dos motivos para o feedback positivo dos projetos da Fundação. Americo Mattar conta que os jovens foram ouvidos a fim de estreitar a relação e alinhar a formação à necessidade de cada um deles.

“Fomos falar com o jovem da periferia, saber qual era a linguagem, qual era o tipo de conhecimento que ele valoriza e até mesmo romper esse paradigma.”

O diretor conta que muitas vezes ouviram que “esse negócio de empreendedorismo não é para gente” e, com base nisso, construíram uma linguagem e todo um processo formativo customizado a essas necessidades, a essas limitações.

“São realidades muito difíceis. Então começamos com um projeto de vida, passa no meio do caminho para a criação de um Canvas, até lá no final ele ter um produto para a venda. Como foi construído a quatro mãos com eles, o nível de aceitação é excelente”, finalizou.

Cinthia Guedes

Cinthia Guedes

cinthia.guedes@folhadirigida.com.br

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