Criador da escola democrática exalta ensino personalizado no Educação 360

Criador da escola democrática exalta ensino personalizado no Educação 360

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“Quem acredita que temos de dar mais liberdades aos professores e às crianças na escola?” Com esse questionamento, o fundador da escola democrática em Israel, Yaacov Hecht, iniciou a manhã de debates no Encontro Internacional Educação 360, que acontece na Escola Sesc de Ensino Médio, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

O modelo tradicional de ensino, onde os alunos sentam em fileira e apenas recebem informações sobre uma determinada matéria, foi um dos motivos que o fez abandonar a escola, ainda com 16 anos.

“Eu não entendia por que tinha que aprender as matérias que eles queriam que eu aprendesse. A minha escola não sabia lidar com o aprendizado. Lá, os professores faziam perguntas e eles mesmo davam as respostas. Como pode isso acontecer?”, perguntou o educador israelense.

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O educador israelense Yaacov Hecht abriu a programação do segundo dia do Educação 360 (Foto: Cinthia Guedes)

A partir desse questionamento, Hecht decidiu criar a escola democrática. Um ambiente onde crianças e jovens, questionadoras como ele, pudessem aprender.

A instituição começou com 350 alunos, entre 4 e 18 anos de idade. A ideia não era ter uma escola grande, mas a expansão foi a única alternativa. Hoje são 30 unidades em Israel, com 650 alunos.

Ensino personalizado e adaptativo

O modelo de escola democrática de Hecht vai muito além da ruptura com o ensino tradicional. A instituição funciona como um pequeno país, e o diálogo faz parte da rotina dos estudantes. “Temos um encontro parlamentar semanal com alunos, pais e educadores. Lá, votamos sobre diversos assuntos para o melhor funcionamento da escola.”

Respeitar a unidade de cada indivíduo, seus limites e aptidões, é um dos pilares do ensino personalizado, metodologia que está começando a ser implementada dentro das salas de aula ao redor do mundo.

“Nesse modelo de ensino, cada aluno escolhe suas metas, onde quer chegar, o que quer aprender, como e quando quer aprender. O professor apenas deixa de ser o centro e passar a mediar todo esse conteúdo”, explicou Hecht.

‘É preciso coragem para vencer as barreiras na educação’

Dar o primeiro passo em direção às mudanças educacionais não é uma tarefa fácil, na opinião do palestrante. No entanto, querer fazer diferente é primeiro passo a ser dado por quem deseja revolucionar o ensino.

Segundo Yacoov Hecht, ser educador é cometer erros e saber lidar com eles. Por isso acredita que a interação entre os professores que querem um futuro melhor para educação, façam, na sala de aula, aquilo que acreditam.

“Muitos educadores chegam até mim e dizem que querem revolucionar o ensino, mas não sabem por onde começar. Eu digo a eles que, certamente, a mudança não virá por parte dos ministros da educação. Por isso é importante que os educadores se unam e façam.”

Mais informações sobre o Educação 360 no site oficial do evento.

Cinthia Guedes

Cinthia Guedes

cinthia.guedes@folhadirigida.com.br

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