Grupo Tiradentes se joga no Google e inova no ensino superior

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Vem do Nordeste brasileiro um dos maiores exemplos de inovação na educação. O Grupo Tiradentes, mantenedor de instituições de ensino superior que hoje somam mais de 50 mil estudantes, começa a utilizar tecnologias da informação para dinamizar o processo de aprendizagem.

No país, o grupo é o único da área educacional reconhecido como case de sucesso pelo Google, no site “Juntos dá para fazer mais”, onde a empresa norte-americana apresenta as melhores iniciativas dos seus principais parceiros.

“Joga no Google”. Está aí uma das soluções mais práticas e eficientes do nosso tempo, para resolver praticamente qualquer tipo de problema. Por qual razão, então, não pensar nesse recurso para obter respostas também no campo educacional?

Pois foi o que fez o Grupo Tiradentes. A parceria entre as duas empresas envolve a estruturação de “Learning Spaces”, salas de aula adaptativas para metodologias ativas, além da oferta do Google For Education, pacote de ferramentas tecnológicas que permitem a interação entre professores e alunos em qualquer lugar, a qualquer hora e em qualquer dispositivo.

Mais de 20 mil alunos já usam as ferramentas

O Tiradentes foi o primeiro player educacional do Nordeste a oferecer o acesso a plataformas como hangouts, Gmail, softwares de apresentação de documentos e planilhas e o Classroom completamente integrado ao sistema acadêmico. Com isso, derrubou de vez as barreiras físicas que teimavam em limitar as experiências de aprendizagem.

Nas salas de aula adaptativas, as ações passam a ser centralizadas no estudante, e não mais no professor. “Isso dá mais autonomia ao aluno, que se torna o protagonista do seu aprendizado”, avaliou o diretor de Inteligência Competitiva do Grupo, Domingos Sávio Alcântara Machado.

O professor disse ao site Inoveduc que já são quase 20 mil os alunos que usam as ferramentas do Google for Education. “Esperamos chegar à totalidade dos nossos estudantes até o final deste ano. Temos formado embaixadores, tanto alunos quanto professores, para contagiar mais pessoas a favor desse avanço no ensino superior.”

Nos learning spaces, o acadêmico estuda com o chromebook, modelo de notebook ainda pouco utilizado no Brasil, mais leve e que trabalha com armazenamento de arquivos em nuvens.

“Utilizamos tecnologia sem necessidade de tomadas elétricas nas bancadas ou cabos de redes, pois os equipamentos são portáteis, têm dez horas de autonomia e wifi. É o início da substituição dos cadernos convencionais”, vislumbrou Domingos.

O ambiente do learning space é preparado para receber acadêmicos de diversos cursos e períodos, em atividades interdisciplinares e colaborativas. Em apenas dois minutos, o mobiliário da sala pode ser adaptado para qualquer tipo de atividade. Ao final da aula, o espaço de interação entre docentes e discentes continua por meio das ferramentas digitais.

Aposta diferencial no uso do Google For Education

Experiente, o professor se mostrou entusiasmado com as novidades que transformam a prática educacional. “Quando completamos 55 anos não celebramos o tempo que passou, e sim os próximos que virão”, brincou Domingos, para em seguida continuar sua análise.

“Não podemos prever o futuro, mas temos a certeza de que o mundo mudou, os alunos mudaram e se as instituições não souberem utilizar a tecnologia em prol da melhoria do processo de aprendizagem, e não inovarem, talvez esse sucesso do passado esteja longe de ser repetido nos anos que virão.” Mas como é formatada essa parceira? Domingos explicou.

“Contamos nossa história ao Google, mostramos o investimento que já vínhamos fazendo nos últimos anos, nossas pretensões e intenções na educação frente à era digital e entendemos que, juntos, poderíamos contribuir ainda mais com o sucesso dos alunos no Nordeste do país”. O educador lembrou que o Google for Education está disponível para qualquer instituição de ensino no mundo.

“O nosso diferencial é a integração total da ferramenta em nosso sistema acadêmico e envolvimento com os professores. Investimos na formação do corpo docente para aplicação de metodologias ativas, adequamos o layout e estrutura de algumas salas, replicando, praticamente, os laboratórios Google. Aí entraram os investimentos finais, com a troca de alguns computadores, mobiliário e instalação de uma rede de wifi poderosa em todos os campi.”

A norte-americana Ariel Koren, gerente do Google For Education na América Latina, visitou uma das instituições do Grupo. “A missão do Google é modernizar a educação, e dá para perceber que o trabalho do Grupo Tiradentes é muito inovador. As salas no formato Google são ambientes onde realmente dá para criar, inovar, imaginar e fazer coisas interessantes”, avalizou.

Os primeiros resultados já começam a ser quantificados. “A aceitação dos nossos estudantes é acima de 85%, pois eles já conhecem as ferramentas. Houve aumento da produtividade, pois o professor consegue dar retorno mais rápido ao estudante que, por sua vez, já não precisa copiar materiais nem usar pendrive. O acesso é na nuvem e ilimitado”, concluiu Domingos Machado.

Paulo Chico

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paulochico@folhadirigida.com.br

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