Incubadora abeLLha seleciona startups de edtech

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Ana Julia Ghirello AbeLLha inoveduc
Ana Julia Ghirello

Fundada por Ana Julia Ghirello, ex-COO da OLX, a incubadora abeLLha começou a operar em janeiro de 2016. Desde então, gerou uma receita de R$ 600 mil e foi responsável por alavancar mais de 20 projetos inovadores. Desses, 13% se tornaram empresas que caminham para modelos de negócio sustentáveis, responsáveis por impactar a vida de milhares de brasileiros.

O processo de seleção para 2018 já está aberto. Os interessados devem se candidatar até 30 de setembro.  A chamada inclui projetos voltados para a área de educação.

“Queremos encontrar projetos que gerem impacto em grande escala e resolvam algum problema recorrente na sociedade. Entendemos que cada um pode ser determinante na mudança que deseja ver no mundo e que podemos fazer o bem e lucrar com isso também”, explicou Ana Julia Ghirello.

abeLLha se considera também uma startup de edtech

Mesmo jovem, a incubadora já se tornou referência para empreendedores que estão no começo da jornada. Um diferencial é sua metodologia, especializada em alavancar negócios em estágio inicial.

“Nós nos consideramos uma startup de educação, justamente por essa característica de adotar uma metodologia própria de incubação na preparação desses empreendedores”, disse a fundadora.

Inclusive com ferramentas próprias que dão suporte no desenvolvimento desses negócios. O GoodPeople, um app que conecta pessoas que possuam talentos complementares, e a plataforma Honeycomb.

“Pelo aplicativo, empreendedores conseguem encontrar pessoas para auxiliá-los em seus projetos, enquanto a plataforma de gestão estratégica cria um ambiente transparente e focado em resultados, sem esquecer das pessoas”, explicou Ana.

Projetos de edtech também serão aceitos

Voltada para gerar novas oportunidades e melhorias à sociedade, a empresa selecionará projetos baseados nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU que devem ser implementados por todos os países do mundo até 2030.

Serão apoiados projetos voltados para educação, inclusão de minorias, aumento de renda, saneamento básico, saúde, mobilidade e meio ambiente

O processo de seleção se baseia em três pilares:

  • Ideia: o negócio em si e como ele resolve uma das 17 ODS da ONU.
  • Impacto: potencial de crescimento no mercado, escalabilidade e sustentabilidade financeira.
  • Valores: comprometimento, foco e valores da equipe.

“No ano passado, 30% dos projetos que recebemos para a seleção foram de edtech”, revelou Ana Julia. Mas, segundo a fundadora da abeLLha, nenhum foi incubado. “Não tinham um modelo de negócio definido. Quem tem uma ideia inovadora precisa, além de olhar o mercado concorrente, visar lucro”, orientou.

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
debora.thome@folhadirigida.com.br

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