Uso de tecnologia em sala de aula precisa de inovação na metodologia para dar resultado

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ACONTECE Inoveduc“A tecnologia é a última camada de tinta na inovação em educação.” A frase de Maurício Garcia, vice-presidente de Planejamento e Ensino da DeVry Brasil, resumiu o tom do debate durante o “ACONTECE Educação: O profissional do futuro”, realizado na Escola Eleva, na quinta-feira, dia 8.

O consenso entre os especialistas convidados pelo CESAR — centro privado de inovação que cria produtos, serviços e negócios com Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) desde 1996 — para falar sobre inovação e tecnologia como agentes transformadores da educação foi que a educação precisa se reinventar.

Especialista em recursos humanos, Sofia Esteves, da Cia. de Talentos, revelou que até as grandes esmpresas já reduziram as exigências nos processos seletivos. “Raciocínio lógico e capacidade de análise são as ‘skills’ mais procuradas no mercado na atualidade”, disse.

 

‘Os trabalhos do futuro não serão como conhecemos hoje’

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Por isso, de acordo com Anna Penido, do Instituto Inspirare, é que o caminho da educação no país, diante das transformações no mercado de trabalho, além de alfabetizar tecnologicamente os estudantes, é descobrir como trabalhar as competências que não são automatizadas.

“Nós não sabemos quais profissões surgirão nos próximos cinco, seis anos. Mas temos certeza de que, cada vez mais, é preciso formar pessoas mais criativas, interativas e capazes de solucionar problemas com rapidez e objetividade. Coisas que máquinas não podem fazer”, disse a educadora.

Um dos problemas assinalados pelos especialistas é que o modelo escolar de hoje teve sua origem na metade do século 19 e permaneceu inalterado até os dias atuais.

“Esse modelo está perdendo seu brilho e, sem mudanças, corremos o risco de ver o fim da escola”, alertou Marrício Garcia.

A tecnologia é aliada ou uma ameaça à educação?

O professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e da Faculdade CESAR, Luciano Meira, fez coro com Garcia. E foi um pouco além nas suas provocações, e disparou:

“A aula é um sistema falido.”

 

A humanidade passou por três grandes revoluções: as invenções da escrita, do livro e do digital.

“Nessas três revoluções, o resultado foi que o ser humano passou a aprender de uma maneira diferente”, disse Mila Gonçalves, gerente de Projetos Sociais da Fundação Telefônica Vivo.

A conclusão do grupo de debatedores foi de que a escola escola precisa de mudanças urgentes. Mas concordaram que não é a tecnologia, por si só, que será capaz de promover uma renovação.

“Estamos assistindo a um processo de metamorfose na escola, que envolve mudanças relacionadas a estrutura, metodologia e tempo, entre outros fatores”, afirmou Felipe Furtado, programador e gerente de projetos da CESAR.

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
debora.thome@folhadirigida.com.br

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