Celso Lisboa: a instituição que se reinventou a partir do modelo de startup - Inoveduc

Celso Lisboa: a instituição que se reinventou a partir do modelo de startup

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Aconteceu no último sábado, dia 27, o Accelerator Day Rio, primeiro evento off São Paulo da StartSe. A empresa, que se denomina o maior ecossistema de startup do país, reuniu mais de 300 participantes nesse dia de treinamento.

“Um sábado de sol, no Rio de Janeiro, de frente para a praia de São Conrado, e este auditório lotado. Isso só nos enche de orgulho e satisfação; saber que tem tanta gente que confia no nosso trabalho e com vontade de verdade de empreender”, disse Junior Bornelli, co-fundador da StartSe.

Além de ferramentas e conteúdo baseado em técnicas de aceleração de startups do Vale do Silício, o treinamento, que durou dez horas, também apresentou cases de sucesso. O primeiro do dia foi do Centro Universitário Celso Lisboa.

Mas o que uma instituição de ensino carioca com mais de quatro décadas de tradição no mercado educacional pode ter a ver com esse evento? Tudo.

Apesar da tradição, instituição adotou uma postura de startup

Celso Lisboa LIGA Accelerator Startup InoveducThiago Almeida, diretor de Inovação Pedagógica do Centro Universitário Celso Lisboa, apresentou o case no Accelerator Day. Não, não é, realmente, um cargo convencional dentro de uma instituição de ensino.

Thiago foi contratado, de início, para pesquisar o que as startups estavam fazendo e quais inovações poderiam ser trazidas para dentro da Celso Lisboa. Foi aí que deu o clique.

“A Celso Lisboa chegou num momento em que precisava se recriar, se reinventar. Foi um processo trabalhoso e emocionante, que já mostra ótimos frutos”, disse Almeida, que atuou desde o início nesse processo de transformação.

Em 124 dias, o propósito de melhorar a educação por meio de inovação na aprendizagem deu origem a uma metodologia própria.

“Em 2015, saiu o protótipo. O nosso ‘MVP’ foi chamado de ‘Projeto 124’. Foram 124 dias ininterruptos de pesquisas e experimentação para chegar à LIGA”, lembrou Thiago Almeida.

De lá para cá, como muitas vezes acontece em uma startups, inovações foram incorporadas, ajustes foram afinados. A LIGA já chegou à sua versão 3.0 no início deste ano, implantada em todos os cursos oferecidos pela instituição.

“A meta da Celso Lisboa era disruptar o modelo atual de educação para se aproximar mais da realidade do cotidiano da nova geração. Começamos acabando com o desenho tradicional da sala de aula”, explicou o diretor.

Em pouco mais de dois anos do primeiro passo em direção à mudança, a Celso Lisboa abriu sua primeira filial, saltou para um total de 7.500 alunos e adotou uma cultura empreendedora até no corpo docente.

Mais detalhes sobre essa história podem ser conferidos em matéria publicada na nossa edição digital.

Qualquer empresa pode se tornar uma startup?

Segundo Junior Borneli, empreender numa startup não pode ser uma aventura inconsequente. É um processo dinâmico onde os empreendedores — utilizando novas tecnologias e práticas de gestão — passam por ciclos rápidos de aprendizagem.

O que está por trás de todas startups é a inovação. Mas nem todas as empresas precisam ter base tecnológica para serem consideradas startups. Muita coisa não é tecnologia, mas é inovadora. Essas empresas são tão startups quanto.

Foi onde se encaixou a Celso Lisboa: começar a pensar como uma startup. Apesar dos 44 anos de atuação no seu nicho, na época.

“Quem tem uma ideia inovadora pode transformá-la em uma empresa. Um negócio que poderá ser visto como startup. Quem tem um modelo tradicional de negócios também pode (e deve) inovar. E, aí, sim, virar uma startup”, explicou Bornelli.

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
debora.thome@folhadirigida.com.br

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