Interação, colaboração e realidade: passos para a ‘escola do futuro’

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“Não podemos prever o futuro, mas podemos criá-lo”: Marjo Kyllönen, secretária de Educação de Helsinque.

Criar uma escola compatível com a realidade, estimular a interação e continuar inovando. Esta é a receita que fez com que a Finlândia se tornasse a referência mundial em Educação e a pioneira na busca pela ‘escola da futuro’. “Não podemos prever o futuro, mas podemos criá-lo. O passado  não nos leva ao futuro, é preciso continuar inovando como escola”, destacou a secretária de Educação de Helsinque, Marjo Kyllönen.

Em palestra promovida pela Conexia durante a Bett Educar, a gestora falou sobre os desafios e as metas das escolas para alcançar esta evolução, que passa por mudanças no formato tradicional de ensino, principalmente em relação a participação do aluno. “No século 18 os professores os “porteiros” da informação. No século 21 os alunos têm recursos ilimitados de informação e muitos não usam esses recursos.  Precisamos trazer isso para escola e promover uma aprendizagem colaborativa para desenvolver habilidades sociais”, explica a especialista

A interação foi um dos pontos mais evidenciados pela secretária, que sugeriu inclusive uma mudança no desenho da sala de aula, quebrando totalmente o conceito de professor como único interlocutor. “Construir juntos. Esta é a habilidade que os alunos precisam para agora. A sala de ala tem que ser construída para estimular a interação.

Kyllönen reiterou a necessidade trazer o conteúdo escolar para a realidade do aluno e se possível ilustrar o conteúdo. Para exemplificar, ela citou o exemplo de duas alunas de oito anos que na o gostavam de Matemática. Após uma atividade na qual desenvolveram um mercado, as alunas foram estimuladas  a fazer compras, pagamentos e devolver o troco, o que fez com que passassem a gostar da disciplina.

“É preciso fazer esta conexão entre a aula e a vida real. Este é o papel dos professores: relacionar o ensino com algo de interesse dos alunos”, ressalta. Ela lembra que é preciso se concentrar não só no objetivo final, mas no processo de aprendizagem, que deve incluir os desafios que chamem a atenção do aluno. “Nós aprendemos com coisas divertidas, emocionantes e motivadoras”, finaliza.

 

Igor Regis

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igor.regis@folhadirigida.com.br

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