IoT: governo dá mais um passo em direção ao plano nacional

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IoT inoveducO Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações abriu a segunda etapa da consulta pública sobre o Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT).

Quem leu a matéria de capa da segunda edição da Revista InovEduc, pode continuar acompanhando os pequenos avanços do Brasil nesse setor.

O governo quer ouvir a opinião de especialistas e sociedade para apresentar um diagnóstico sobre os desafios e as oportunidades que virão com a IoT.

O resultado está previsto para setembro. Na ocasião também será divulgado um mapa de empresas e instituições científicas e de tecnologia voltados para IoT no Brasil.

IoT deverá ser implementada também na educação

As empresas do mercado nacional podem enviar suas contribuições até 16 de junho, por meio da plataforma desenvolvida pelo BNDES e acessível neste link.

As companhias interessadas deverão apontar a quantidade de empregados, produtos desenvolvidos e os setores de aplicação da IoT.

Já instituições científicas e tecnológicas deverão indicar suas competências em tecnologias aplicáveis a IoT, o número de projetos realizados e a quantidade de pesquisadores envolvidos em atividades de pesquisa e desenvolvimento.

Os dados serão recebidos por um consórcio formado pela Fundação CPqD e o escritório Pereira Neto Macedo Advogado, que conduzem o estudo de apoio ao Plano Nacional de IoT.

O estudo é uma parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o MCTIC.

Plano Nacional será criado após três fases

São três fases: diagnóstico e aspiração do Brasil em IoT; definição dos setores prioritários da economia brasileira para receber investimentos necessários para o desenvolvimento de IoT; e formulação de ações voltadas para acelerar a implantação do mercado de IoT no país.

A primeira fase de consulta sobre o Plano Nacional e IoT foi encerrada em fevereiro. Na ocasião, o governo ouviu a sociedade civil. A consulta teve 23 mil acessos que resultaram em 2.288 contribuições.

Para especialistas houve pouca adesão da sociedade em razão do período em que foram aceitas as inscrições. Para o professor de
Direito e Pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS/FGV), Eduardo Magrani, a consulta pública deixou a desejar. De acordo com o especialista, não foi feita num momento adequado.

“O problema é que ela foi aberta no período das festas de fim de ano. Não houve tempo hábil para o estado ajudar a capacitar as pessoas para o debate. Acabou sendo uma consulta em que somente os especialistas participaram”, obervou.

O resultado final do Plano Nacional de IoT está previsto para setembro.

Alexandre Miranda

Especial da Folha Dirigida para o InovEduc

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