‘Jornada de Foguetes’ une ciências, project based learning e diversão

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Uma competição promovida pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica estimula, desde 2009, alunos a aplicarem conceitos de física e química de uma forma criativa e dinâmica. É a “Jornada de Foguetes”, que este ano foi realizada nos dias 28 e 29 de outubro, no município de Barra do Piraí, no Rio de Janeiro.

O objetivo era fazer com que um foguete construído a base de materiais como, garrafa PET, tubos de papel ou canudos de refrigerantes, conquistasse o maior alcance horizontal possível.

Os estudantes do ensino fundamental nível 1 (1° ao 3° ano) deveriam utilizar canudinhos de refrigerante para a construção dos foguetes; os alunos do nível 2 (4° ao 5° ano) deveriam utilizar tubinhos de papel. Para a a propulsão dos foguetes, os materiais utilizados deveriam ser água e ar comprimido.

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Alunos do Poliedro foram os vencedores deste ano

Já os alunos do ensino médio poderiam utilizar garrafas PET para a construção do foguete e uma mistura de bicarbonato de sódio e vinagre para a propulsão.

“Participar de uma competição como essa traz muitos benefícios, principalmente quando conseguimos aplicar na prática o conhecimento adquirido em sala de aula”, afirmou Carlos Eduardo Rocha, aluno do 2ª ano do ensino médio do Colégio Poliedro.

Integrantes da equipe do Poliedro vencedora da Jornada deste ano (Foto: divulgação)

Eduardo é integrante da equipe vencedora da Jornada deste ano, a Corvus. Além dele, participaram da equipe os alunos Alex Passos de Melo e Silva e Pedro Rodrigues Corrêa e, também, o professor de Ciências do colégio, Jarbas Noronha.

“Fazer um projeto com amigos e vê-lo funcionar é uma experiência que levarei para a vida toda”, enfatizou Pedro.

Competição estimula alunos a ‘pensar fora da caixa’

Para chegar ao resultado final, a equipe trabalhou dezenas de horas no desenvolvimento do foguete. Também foram realizados vários testes de lançamentos. “O foguete chega a 1,5 metros e decola com aproximadamente cinco quilogramas. Após aproximadamente dois segundos de voo, o segundo estágio se desacopla, completando o percurso”, explicou o professor Noronha.

No ano passado, a equipe conquistou o vice-campeonato. O professor destacou que foi preciso dedicação para alcançar a vitória este ano.

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“Quando a equipe chegou pela primeira vez à Jornada havia um descrédito sobre o sucesso do projeto. Diziam que ninguém havia conseguido foguetes de dois estágios. No retorno, este ano, a frase que ouvimos era que havia chegado a equipe de dois estágios. Isso simboliza o sucesso do trabalho desses garotos”, disse.

Noronha enfatizou as vantagens de participar de uma competição como essa para os alunos. Segundo ele, a experiência é o maior benefício.

“Mais do que a premiação, esses alunos vão levar para a vida a experiência de trabalhar com desafios reais e serem motivados a pensarem fora da caixa. Serão capazes de extrair os números das lousas e pranchetas e colocar em um projeto real.”

Letícia Santos

Letícia Santos

leticia.santos@folhadirigida.com.br

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