Joy Street aposta em aprendizagem com diálogo e diversão - Inoveduc

Joy Street aposta em aprendizagem com diálogo e diversão

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A tecnologia é uma das apostas para nortear os rumos da educação nos próximos anos. Lousas digitais, smatphones e tablets estão cada vez mais presentes na rotina escolar e são responsáveis pela implementação de novas metodologias como ensino híbrido, sala de aula invertida e gamificação, por exemplo.

A Joy Street, que desde 2010 trabalha no desenvolvimento de tecnologias educacionais lúdicas, utiliza estratégias de gamificação para desenhar e desenvolver ambientes digitais do ensino básico até a formação profissional. A criação de cenários de aprendizagem baseados em diálogos e diversão é a missão da empresa.

“Há sete anos nos reunimos no Porto Digital com empresários do campo de desenvolvimento de jogos digitais. Com a união da expertise do conhecimento sobre processos da aprendizagem em articulação com pessoas que já tinham mostrado interesse em desenvolvimento de jogos, desenvolvemos serviços e produtos que pudessem apoiar os processos educacionais nas escolas”, disse o sócio-fundador da Joy Street, Luciano Meira.

Educação, games, pesquisa e desenvolvimento

O desenvolvimento das atividades da Joy Street é feito utilizando componentes, estratégias e arquiteturas do mundo dos videogames. Todas as produções da empresa são feitas com tecnologias diversas que envolvem game designer, designers, ilustradores, programadores, desenvolvedores e educadores. A empresa trabalha com o modelo B2B, ou seja, não tem contato direto com o usuário final dos seus produtos.

“Somos um grupo de mais ou menos 23 pessoas. Temos, basicamente, dois produtos. Um deles atua no mercado para o Governo. Nós licenciamos para redes públicas uma olimpíada de videogames tematizando, através de jogos digitais, as competências que estão dispostas na matriz do Enem e da Prova Brasil. A OJE (Olimpíadas dos Jogos digitais de Educação) é licenciada para as secretarias de educação do município e do estado, e destina-se aos segmentos fundamental II e ensino médio”, explicou Meira.

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Luciano Meira, sócio-fundador da Joy Street

Por ter sido desenhado com base em estudos sobre o funcionamento da rede pública de ensino, que leva em consideração, por exemplo, a capacidade de acesso à internet, a olimpíada acontece entre times formados por escolas da rede pública, conforme explicou Luciano Meira.

“Não trabalhamos com escolas individualmente, nem com instituições particulares. O trabalho desenvolvido nas olimpíadas acontece com os times formados pelas escolas, que colaboram e cooperam entre si. Atualmente, aqui no Recife, são 36 escolas participando dessa competição.”

A educação a distância também passou pelos processos de gamificação na Joy Street. A criação da Aprendizagem Profissional Gamificada Online (Apta) oferece design instrucional e manutenção de cursos na internet para faculdades, universidades, cursos técnicos e corporação. Um dos objetivos da plataforma, segundo seu idealizador, é diminuir a evasão e aumentar o engajamento dos usuários.

“Do ponto de vista da empresa, temos uma relação muito próxima com o mundo da pesquisa. Não somos uma empresa de fazer softwares; somos uma empresa para oferecer soluções no campo da educação utilizando software, usando videogame como um instrumento de mudança na área educacional.”

‘A educação é um fenômeno relacional’

A OJE monitora automaticamente todas as atividades dos alunos e professores, devolvendo aos usuários e gestores públicos informações relevantes acerca do engajamento dos alunos. Os benefícios da plataforma citados pela equipe da Joy Street são:

  • Desenvolvimento das competências requeridas no Enem e no Saeb
  • (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica)
  • Aproximação professor-aluno
  • Modificação do arranjo social na sala de aula
  • Mobilização e alta visibilidade para a rede de ensino e a gestão
  • Monitoramento automático e preciso do desempenho das escolas

“Os professores são parte dessa engenharia de transformação da educação. Parte crítica, vital. Eu só não diria parte central porque, para mim, a educação é um fenômeno relacional. É uma questão de relação entre professores e alunos”, disse Luciano Meira.

 

Cinthia Guedes

Cinthia Guedes

cinthia.guedes@folhadirigida.com.br

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