Primeira mesa digital com jogos educativos já é usada em 800 escolas

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Marlon Souza, diretor-executivo da PlayMove (Foto: divulgação)

Uma startup brasileira chamada PlayMove é responsável pela criação da PlayTable. Trata-se da primeira mesa digital com jogos educativos do Brasil.

A empresa foi criada em 2013, em Blumenau (SC). Hoje já são 800 instituições de ensino no país usansando a PlayTable em suas atividades pedagógicas.

O projeto tem como objetivo utilizar a ludopedagogia. O conceito é o de aprender brincando com a tecnologia na sala de aula. O console conta com dezenas de jogos indicados para crianças a partir dos 3 anos.

Mas o detalhe mais importante da mesa é apontado pelo diretor executivo da PlayMove, Marlon Souza. A mesa foi projetada para facilitar a inclusão de crianças com deficiência.

“A ideia é facilitar a inclusão dos alunos deficientes auditivos na hora da contação de história. Enquanto o professor mostra a história no aplicativo, que traz gravuras, escrita e áudio, um vídeo com uma intérprete de libras é exibido na tela, acompanha o ritmo do áudio e interage com as gravuras dos livros.”

Tecnologia em prol da coletividade e acessibilidade

Em janeiro deste ano, a PlayMove expôs no espaço de inovação da Feira Internacional de Brinquedos de Nuremberg, na Alemanha. O evento é considerado o maior do mundo no segmento.

Em maio, durante o Bett Educar 2017, a Playmove lançou os dez livros digitais em Libras que passam a integrar o pacote na compra da mesa.

Mas, apesar da vocação tecnológica, a PlayTable tem como principal inovação os conceitos de coletividade e acessibilidade.

“As crianças podem brincar em grupos de até seis e socializam em uma fase importante da formação, que é o ensino infantil. A tela reconhece qualquer toque, como das costas das mãos e de ponteiras de boca. Isso permite interação também de crianças com limitações motoras”, explicou Souza.

 

 

O gerente, que é especialista em ludopedagogia, ressaltou que os jogos combatem a evasão escolar.

Isso porque causam mais engajamento e fazem com que as crianças não tenham medo de errar e tentar. Dessa forma, potencializam a aprendizagem.

“É possível até dar desafios muito além da capacidade delas. Se a brincadeira é algo natural da criança, por que não usar isso para ensinar?”, questionou o executivo.

Mesa digital conta com diversos componentes integrados

A busca pelos 90 componentes da PlayTable e a garantia de segurança — a base de plástico é isolante e impede que ela vire enquanto a tela de infravermelho tem uma proteção de seis milímetros — foram os principais desafios superados pela empresa.

 

 

A inovação continua com pesquisas, testes de novos jogos com crianças e experiências de realidade virtual e aumentada.

Uma das novidades mais recentes são os livros digitais em Libras.

As publicações têm texto, ilustrações, áudio e tradução em linguagem de sinais para permitir contação de histórias também para alunos com alguma limitação visual ou auditiva — uma das principais preocupações da empresa.

Diante do sucesso, fecharam parcerias com 14 estúdios de desenvolvimento de games. Desde então, já contribuíram com mais 28 aplicativos para a mesa digital.

A empresa também está traduzindo e adaptando jogos para exportá-los. Os principais alvos são os Estados Unidos e a Europa.

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
debora.thome@folhadirigida.com.br

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