Micro:bit, o computador programável de bolso, chega ao Brasil

As escolas brasileiras ganharam recentemente um aliado para a implementação de inovação educacional em seus processos de aprendizagem. O Micro:bit, uma placa programável criada pela BBC — rede pública de rádio e TV do Reino Unido — chegou ao Brasil por meio de uma parceria entre a Positivo Tecnologia e a Micro:bit Foundation.

Micro:bit ajuda a fomentar cultura maker nas escolas (Foto: Divulgação)

A Positivo não será apenas parceira comercial. Ajudará também no desenvolvimento da tecnologia.

“Não se trata apenas de um acordo comercial e, sim, de um projeto de cooperação internacional  que conta com a chancela do governo federal, por meio do MCTIC”, reforça Roger Finger, head de Inovação da Positivo Tecnologia.

A iniciativa conta com o apoio da Secretaria de Políticas de Informática (Sepin) do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

A expectativa é que o Micro:bit atinja mais de 150 mil alunos em 2018

A placa é acompanhada por um conector micro USB para alimentação e transferência de dados a partir de um computador. Além disso, tem um conector para bateria externa (2 pilhas AAA), um botão de RESET, dois botões de ação (A e B) e um pequeno display composto por 25 LEDs vermelhos arranjados em uma grade de 5×5, que podem ser usados para mostrar texto ou imagens.

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O objetivo da ferramenta é, sobretudo, incentivar a cultura maker nas escolas. Além de despertar o interesse dos alunos por tecnologia, inovação e empreendedorismo.

“O que pretendemos é gerar uma nação de inventores”, disse Álvaro Cruz, vice-presidente de Inovação Educacional da Positivo.

Crianças desenvolvem capacidade de resolução de problemas (Foto: Divulgação)

O Micro:bit já é usado em 14 países por mais de um milhão de crianças. Aqui no Brasil chegou há alguns meses. Está sendo testado em duas escolas públicas de Santa Catarina: a Escola Básica Municipal Virgílio dos Reis Várzea e a Escola Básica Herondina Medeiros Zeferino.

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Segundo Cruz, 80% das crianças que tiveram aulas com o Micro:bit aprovaram a ferramenta. A expectativa para 2018 e início de 2019 é envolver mais de 150 mil alunos no desenvolvimento de projetos que solucionem problemas locais das comunidades onde vivem, usando o Micro:bit como ferramenta.

A linguagem de programação ajuda os alunos a desenvolverem um pensamento lógico e bem estruturado. E estimula, também, a capacidade das crianças de resolver e equacionar problemas.

“Esse programa ajuda muito a estimular a autoestima dos alunos. Dessa forma eles se tornem desenvolvedores de tecnologia, e não só usuários”, ressaltou Álvaro Cruz.