Microsoft: realidade mista, AI e computação quântica são futuro da aprendizagem

BETT-EDUCAR-SELONa tarde desta quarta-feira (9), os visitantes da Bett Educar foram convidados a refletir sobre o sobre o futuro da aprendizagem digital e sobre as novas tecnologias que estão revolucionando o ambiente escolar. O responsável por fomentar este debate foi o vice-presidente global de educação da Microsoft, Anthony Salcito. Em palestra para grande público, o executivo destacou a necessidade de modificação nos modelos, para que seja possível criar uma educação mais personalizada em que os educadores explorem as diferentes habilidades.

“Muitos estudantes não acreditam no seu potencial. Nós temos que transformar os educadores para que passem a explorar este potencial. A realidade econômica do país vai ser abastecida pelo trabalho que fizermos na educação”, afirmou Salcito.

. Diretor global da Bett elogia edição brasileira do evento

O vice-presidente citou exemplos de Coreia do Sul, Cingapura e Finlândia, como países que modificaram o seu mindset em relação aos modelos educacionais, destacando que este é um processo de longo prazo.

Professores fazem parte da transformação

Salcito não deixou de salientar a importância dos professores neste processo de transformação. Os educadores devem atuar não mais como um provedor de conteúdo, mas como um filtro para a grande quantidade de informação recebida atualmente. “Há muita informação circulando atualmente, por isso nunca houve tanta necessidade de bons professores para identificar para os alunos as melhores informações”, explicou.

Vice-presidente de educação da Microsoft flou sobre o futuro da aprendizagem digital

Ele também destacou a necessidade de um conteúdo mais focado na realidade do mundo atual e que se adapte as necessidades do aluno.

“Os alunos querem mais personalização e mais contato. Os alunos estão se perguntando por que estão aprendendo estes conteúdos. Esta é a mesma pergunta que o educador tem que se fazer”, ressaltou

Aprendizagem Digital

Neste coro por mudança, o executivo apresentou os três pilares nos quais a Microsoft identifica o futuro das aprendizagens digitais. O primeiro deles é o que se pode chamar de “realidade mista”, modelo que traz elementos virtuais para o ambiente real.  Como exemplo, Anthony apresentou alguns vídeos onde por meio de óculos de realidade virtual é possível trabalhar com um corpo humano e todos os seus órgãos, ou simular a construção de um edifício, ou até trazer um dinossauro para dentro da sala de aula.

. Maker robotics apresenta soluções para uso da robótica em escolas

O segundo pilar é um dos clássicos defendidos pela Microsoft: a inteligência artificial (AI). Neste contexto, foi reforçada a importância de se captar cada vez mais dados dentro do processo educacional. A ideia é que seja possível traçar modelos de AI que conheçam as habilidades e as dificuldades de cada aluno.

“Captar e analisar dados é a única maneira de sabermos como chegar onde queremos chegar”, completou.

O terceiro, e mais complexo destes conceitos é a computação quântica. Em resumo, esta evolução da computação trará computadores infinitamente mais velozes, com capacidade de processar problemas de alta complexidade, como por exemplo inteligência artificial, uma tarefa complicadíssima para os PCs atuais.

Palestra de Anthony Salcito contou com grande público

Escassez de Profissionais

Anthony Salcito reforçou a necessidade de se preparar para estas mudanças, que afetarão não só a educação, mas o mercado de trabalho. A realidade atual já mostra a ausência existente no mercado. De acordo com dados da Microsoft, 71% dos empregos existentes estão na área de tecnologia da informação, no entanto apenas 8% dos graduados são desta área. Outro dado mostra de que 42% das vagas de trabalho na América-Latina não podem ser preenchidas por falta de qualificação.

“Precisamos formar pessoas com criatividade e pensamento crítico. O mundo é alimentado por habilidades, então precisamos ensinar habilidades. Nós queremos que o Brasil forme alunos líderes e destemidos para construir o futuro que queremos”, finalizou