Missão do ‘Ciência em Show’ é inovar para descomplicar o ensino de ciências

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Wil Namen, um dos fundadores do Ciência em Show

Três cientistas com formação em Física viajam pelo país desde o ano 2000 para provar que ensinar ciências pode (e deve) ser descontraído, divertido e descomplicado: Wilson Namen, Gerson Julião e Daniel Ângelo são os fundadores do Ciência em Show.

Por meio de experimentos cheios de inovações, o grupo que surgiu na USP, além de espetáculos, também oferece acesso ao conhecimento por meio de videoaulas em ambiente multiplataforma e aposta no movimento maker para inspirar educadores.

“Aproveitamos espaços, conceitos e tecnologias para facilitar a aprendizagem há 17 anos.  Levamos essas experiências a grandes públicos, de mais de 6 mil pessoas, para a TV e para escolas, com a nossa exposição interativa itinerante ou por meio dos nossos projetos especiais de audiovisual para o ensino e a EAD“, explicou Wil Namen.

O trio de cientistas tem um canal no YouTube para aproximar estudantes aos conteúdos da área, onde oferecem uma complementação pedagógica de estudos das ciências referenciada pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo (Seesp), e com produções de material de apoio para gigantes do ensino como a Kroton (ensino superior) e a FTD (fundamental e médio).

Grupo atua em cinco frentes para disseminar as ciências

Atualmente, o Ciência em Show trabalha em cinco frentes: o show, o ônibus laboratório itinerante, as videoaulas e consultoria, palestras e workshops e o ‘science place’.

“O grande desafio educacional, hoje, é conseguir unir o ensino e a tecnologia. Isso é mais fácil em conteúdos com muita teoria. Nas ciências, com temas muito abstratos, isso é mais desafiador e, para concretizar o conceito pela prática, o caminho mais inspirador, e que traz mais eficiência para o aprendizado, é o da experimentação”, disse a pedagoga Ana Teresa Ralston, que organiza os contatos do trio com escolas.

Geralmente, nas escolas o grupo faz uma apresentação de 45 minutos onde oito experiências científicas interativas funcionam como um agente facilitador do aprendizado para crianças e jovens dos ensinos fundamental e médio.

Já o ônibus itinerante possibilita a demonstração de dez experimentos da área de eletricidade, desde a antiguidade até a modernidade, mostrando inclusive tecnologias do futuro e falando sobre consumo consciente.

“O modelo é apresentar os experimentos e depois explicar, associando ao conteúdo. É um trabalho interdisciplinar que encaixa com o currículo escolar e estimula o professor a trabalhar a ciência de forma prática enquanto oferece formação para o letramento científico e acompanhamento para treinamento”, resumiu Ana Teresa.

Efeitos visuais e interação: ‘Ciência em Show’ encantou a Bett Educar

Wilson, Gerson e Daniel levaram um espetáculo totalmente repaginado para a Bett Educar. No palco, o trio de físicos mostrou alguns dos avanços da neurociência e provou já ser possível controlar os movimentos de outra pessoa com o poder da mente.

Por meio de um equipamento, vindo dos Estados Unidos, que identifica ordens cerebrais e as transmite a distância, os cientistas encantaram a plateia com as explicações da ciência por trás da capacidade cerebral de controlar os movimentos do corpo humano que vão revolucionar a sociedade.

No estande montado na feira, o ‘Ciência em Show’ criou, junto com o arquiteto e designer gráfico Ricardo Ohtake, diretor do Instituto Tomie Ohtake, o Science Place Museum. O ambiente possibilitou, durante os quatro dias do evento, que o público pudesse interagir e vivenciar a ciência em diversos experimentos.

“A ideia do Science Place surgiu da nossa constante reflexão de como a ciência pode ocupar espeços públicos e se tornar realidade na vida de todos”, explicou Wil. “Esse projeto mostra um circuito para visitar e se encantar com a ciência.”

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
debora.thome@folhadirigida.com.br

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