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Movimento maker: estímulo ao aprendizado por meio da criatividade

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A didática tradicional das escolas tem evoluído e dado espaço para que alunos e professores sejam responsáveis pelo próprio aprendizado e desenvolvimento lógico por meio da criatividade. As tecnologias invadem as salas de aula, ampliando o universo escolar e suas metodologias.

O movimento maker, também conhecido como “mão na massa”, surgiu nas últimas décadas do século 20, em meio aos avanços tecnológicos e principalmente aos períodos de crise do sistema capitalista, quando a escassez de produtos ou matéria-prima levaram pessoas a construir ou criar seus próprios bens.

Pegboard makerspace

Na prática, movimento maker é colocar a mão na massa para construirconsertar, modificar e fabricar. A necessidade, precedida da criatividade é o ponto de partida para “dar vida” a um experimento utilizando a cultura maker.

Dentro de um laboratório maker encontramos alguns equipamentos que ainda são desconhecidos de muitas pessoas. As impressoras 3D, por exemplo, fabricam objetos tridimensionais a partir de um modelo criado em computador. Geralmente utiliza plástico como matéria-prima, mas também há modelos que trabalham outros filamentos, de vidro a chocolate.

Já o cortador a laser é usado para cortar e gravar em diferentes materiais. Os laboratórios também possuem computadores e diversas outras ferramentas que auxiliam no desempenho das atividades makers.

Sucatas para inovar

As mudanças acontecem a todo momento em nossa volta. Quando o assunto é educação, não poderia ser diferente. A geração Z e a “recém-nascida”, geração Alpha (nascidos a partir de 2010), são conhecidas como as gerações de pessoas que nasceram na era digital.

Essas gerações são as principais influenciadoras das reformas, ajustes e criações das novas maneiras de ensinar e aprender.

Com o objetivo de transformar a educação, a Little Maker é uma escola que utiliza tecnologia, arte e sucata como forma de impulsionar o processo criativo das crianças.

“Oferecemos uma atividade complementar ao ensino, com objetivo de aguçar a curiosidade e gerar demanda por conhecimento”, disse o engenheiro Diego Thuler, fundador da Little Maker.

Diego explicou que a metodologia não apresenta o conhecimento da forma tradicional, verticalmente do professor para o aluno: “Nossa proposta se baseia em um processo de descoberta, tendo o professor como um facilitador”.

Ferramentas que incentivam a criatividade

Imagine um laboratório com computadores, impressoras 3D, cortadoras a laser, ferramentas e sucatas… Imaginou? Pois bem, é exatamente assim que funciona um laboratório maker.

A cultura maker tem como base a ideia de que tudo pode ser construído, reformado e consertado usando a criatividade e colocando a mão na massa.

Para Diego, na metodologia do movimento maker o conhecimento não é apresentado da forma tradicional, verticalmente do professor para o aluno. Ela é baseada em um processo de descoberta por intermédio do professor como um “facilitador de conhecimento”.

“Nossa metodologia se concentra no acompanhamento das crianças e nas ferramentas que temos para poder estimular o seu desenvolvimento para que ela tenha prazer pela ‘chama maker’, que é fazer, acreditar e colocar a mão na massa”, disse.

Incentivar as criança e criar ambientes para que elas mesmas se auto-estimulem a aprender é como abrir um mundo novo de possibilidades e garantir que o aprendizado seja internalizado e levado para a vida toda.

“Quando uma criança vai construir um projeto e encontra problemas de matemática e de física, por exemplo, ela começa a ver sentido naquilo que ela aprende em sala de aula. O movimento maker trabalha em parceria com a escola”, concluiu.

Cinthia Guedes

Cinthia Guedes

cinthia.guedes@folhadirigida.com.br

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