Museu do Amanhã apresenta sua nova assistente virtual, a Iris+

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Quem ainda considera a inteligência artificial (IA) como um recurso futurista deve ficar atento a essa novidade. A partir desta sexta-feira, dia 15, o Museu do Amanhã abre ao público o projeto Iris+.

A ideia surgiu após uma pesquisa interna feita pela equipe do museu. De acordo com a avaliação, mais de 90% dos visitantes saíam das exposições com vontade de participar de uma ação de impacto social. Porém não sabiam como agir.

“Já é hora de pensarmos como vamos conviver com as máquinas, com a inteligência artificial. Saber usar a tecnologia em favor da união entre as pessoas, integrando pensamentos e atitudes em prol do planeta. É esse o diálogo a que se propõe a Iris+”, disse Ricardo Piquet, diretor-presidente do Museu do Amanhã.

Assistente estimulará o pensamento crítico do visitante

A Iris+ ajudará os visitantes a refletirem sobre situações que os incomodam na sociedade (Foto: Guilherme Leporace)

A Iris+ atuará como uma assistente virtual da instituição. Sua tarefa será estimular que os participantes das exposições aprofundem suas experiências no museu.

Cada visitante receberá o cartão da Iris logo no início do seu passeio. Nele, registrará os assuntos pelos quais mais se interessou durante a exposição. Ao término do percurso, o visitante poderá se dirigir a um dos totens de autoatendimento e depositar o cartão.

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Nesse momento, a assistente virtual conduzirá um diálogo cujo objetivo é extrair do participante suas principais preocupações em relação ao que acabou de vivenciar. Além disso, serão coletados alguns dados pessoais, como o local de moradia da pessoa.

Durante a conversa orientada pela assistente virtual, o visitante não só terá a oportunidade de falar sobre suas preocupações como receberá diversas informações a respeito do tema em discussão.

Exposição mostrará integração entre IA e seres humanos

A partir dos interesses gravados no cartão, o visitante será apresentado a diversos projetos sociais de instituições brasileiras que atuem na causa identificada pela Iris como a mais preocupante. O objetivo é ajudar o visitante a “partir para a ação”.

“Para nós, o amanhã é hoje, e hoje é o lugar da ação. Esse chamamento inclui muitas propostas, que vão da sustentabilidade do planeta à forma como vivemos uns com os outros”, enfatizou Piquet.

Para o desenvolvimento da Iris+ foi utilizada a API (Application Programming Interfaces) Watson Conversation Service (WCS), hospedada na IBM Cloud. A aplicação foi treinada para estabelecer um diálogo com os visitantes sobre os dois eixos temáticos principais do Museu do Amanhã: sustentabilidade e convivência.

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A partir de terça-feira, dia 19, o museu reabrirá seu Laboratório de Atividades do Amanhã (LAA) com a exposição “AYA e o seu mundo de inteligências artificiais criativas”. O público entenderá como funciona o  treinamento de uma Inteligência Artificial e como trabalham em colaboração com seres humanos.