Neurociências e tecnologia: combinação que incrementa aprendizagem

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BETT-EDUCAR-SELOAs neurociências, quando aplicadas à educação de maneira correta, podem ajudar no aprendizado dos alunos. Essa colaboração acontece porque a espécie humana é a única que ensina de forma intencional e sistemática. A explicação é da professora, psicopedagoga e consultora técnica educacional da Fahebe, Fabricia Biaso.

Mas para isso é preciso conhecer os fundamentos das neurociências e da aprendizagem. Permitindo que os educadores se aperfeiçoem nesse novo processo de ensino educacional.

É por meio dessa ciência que é possível entender um pouco do funcionamento cerebral de cada pessoa. E, quando aplicada à educação, os professores podem utilizar os fundamentos, que são:

  • Transmitir
  • Mediatizar
  • Ensinar
  • Intervir
  • Comunicar
  • Estabelecer relações entre as competências e conhecimentos

Segundo Fabricia, o ensino por meio das neurociências está implícito no ato educativo de uma interação entre as pessoas, principalmente educador e aluno. “É muito importante que os sistemas educativos possam oferecer aos seus professores capacitações e ações de formação no âmbito das neurociências.”

. Máquinas e aprendizado cada vez mais interligados

A pedagoga, que será uma das palestrantes da Bett Educar, explicou o que é necessário para os professores ensinarem com eficácia. “De acordo com Vitor da Fonseca, é necessário olhar para as conexões entre a Ciência e a Pedagogia.”

Fabricia ainda complementou, afirmando que as metodologias utilizadas, como livros e recursos didáticos, têm grande importância no ciclo de sucesso escolar.

 

Plataforma Neurostudent ajuda alunos a estudar neurociências

O Neurostudent foi criado por Débora Lima, mestranda em Ciências da Reabilitação, formada em fisioterapia pela Unisuam, após dar aulas de monitoria, nas quais utilizava desenhos e mapas mentais para ensinar os alunos.

Durante o mestrado, Débora criou uma página no Instagram, onde começou a publicar as imagens que ela mesma fazia. “Foi graças ao Neurostudent, inclusive, que consegui uma bolsa de 100% para o doutorado na Unisuam, que o reitor me cedeu.”

. Neurociências e educação: um diálogo possível?

Ao iniciar o projeto, se inscreveu no Pólen, uma aceleradora da própria faculdade onde estuda, do qual participou por quatro meses. Durante o programa de aceleração, surgiu a oportunidade de Débora formar uma parceria com a Unisuam, que permite ajudar os alunos por meio do Neurostudent.

Ela explica ainda que uma das vantagens de estudar por meio de mapas mentais é por ser mais visual. Principalmente para aqueles que têm dificuldades em aprender lendo ou que não gostam de fazer revisões. Isso ajuda essas pessoas a entenderem o conteúdo.

“Tem um mapa mental no Neurostudent que é sobre paralisia facial. Em vez de colocar algo chato, optei por colocar a carinha do Mário Bros. Isso acaba tornando o estudo mais divertido e prazeroso para o aluno.”

O público-alvo do projeto, inicialmente, eram os graduandos de Fisioterapia ou a área de Neurologia. Porém, surgiu a oportunidade de realizar desenhos para outros cursos, como Ortopedia.

neurociências
Um dos desenhos elaborados por Débora Lima (Reprodução/Instagram)

Mas não são apenas os estudantes dessas áreas que entram em contado com Débora. Vestibulandos também solicitam ajuda para se inspirarem na hora de estudar.

De perspectivas para o futuro, Débora comentou que pretende fazer o projeto crescer. Porém, como ele ainda não há lucro, ela atende como fisioterapeuta. “Gostaria de criar uma plataforma de ensino ou de curso, ir para as escolas para falar sobre as neurociências para os alunos da quarta série.”