Entenda o que um investidor-anjo procura numa edtech

Levantamento recente do CB Insights dá conta da disputa pela sobrevivência no mercado mundial de edtechs. A plataforma de inteligência do mercado mundial de tecnologia que analisa milhões de dados sobre capital de risco, startups, patentes e parcerias, informou que a cada mil edtechs que vão para a série A, menos de 10% chegam à série C.

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E é nesse grande funil que os chamados “anjos” saem de cena e as edtechs entram em negociações maiores. Nessa altura, os dados das rodadas de investimentos mostram que 9% chegam à terceira rodada e apenas 3% chegam ao patamar desejado para a fase Seed.

Jorge Rocha, head do Gávea Angels em São Paulo e membro do HBS Angels, deu uma verdadeira aula sobre as movimentações do setor durante palestra do Espaço Bet Startups, na Bett Educar 2018.

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Jorge Rocha, do Gávea Angels SP, durante palestra na Bett Educar, em São Paulo (Foto: Débora Thomé)

“No Brasil, o investidor-anjo acaba muito exposto ao risco. Em geral, tem uma participação minoritária no negócio, sem cargos executivos, e atua mais como um mentor ou conselheiro”, disse o especialista.

Esse tipo de investimento apresentou expansão de 0,6% do PIB em 1999 para 2,1% em 2013. Porém, em outros países chega a ser quase o dobro. Um exemplo é o valor no Reino Unido, que equivale a 4,7%.

Quem é e como atua o investidor-anjo

O investidor-anjo é uma pessoa física que aplica o próprio patrimônio em empresas de alto potencial de inovador. No caso específico abordado, em edtechs — startups que desenvolvem soluções tecnológicas para o setor educacional.

De acordo com Rocha, o primeiro passo na busca por um investidor-anjo para alavancar sua ideia (e seu produto) é saber exatamente o que é e quem pode ser um investidor-anjo. Aperte o ‘play’ para saber se você tem o perfil necessário.

 

O anjo atua, geralmente, sem o intermédio de organizações financeiras ou qualquer burocracia muito complicada. Mas esse tipo de investidor costuma se organizar em grupos, o que facilita a troca de informações sobre mercados e experiência.

“Esse tipo de investimento é feito em troca de controle de uma parte ou total de uma empresa. Ou, ainda, uma participação nos lucros proporcional ao investimento realizado. O retorno financeiro acontece dentro de cinco a sete anos”, informou Rocha.

Quem procura um investidor anjo também precisa saber que, geralmente, ele terá participação mais ativa no negócio. Faz parte do investimento ajudar os novos empresários com conselhos ao compartilhar riscos nas empresas que receberam investimentos.

“Um investidor anjo quer que a empresa cresça porque, assim, seus lucros também vão crescer”, disse o especialista.

Prepare sua edtech para receber um investimento-anjo

O valor de um investimento-anjo pode ser bem variado. Em média, de R$ 50 mil a R$ 1,5 milhão. Isso porque depende de fatores como: nível de maturidade de empresa, modelo de negócio e plano de crescimento.

Por isso, antes de buscar esse tipo de investimento, o empreendedor tem que se preparar.

 

De acordo com Jorge Rocha, o produto que chama atenção do investidor tem que ter:

  • problema bem diagnosticado
  • solução simples
  • inovação
  • mercado potencial
  • escalabilidade
  • ROI (retorno para o cliente)
  • margem robusta
  • desenho de distribuição claro
  • barreiras claras / dificuldade de ser copiado