Oito pretende se consolidar como hub de inovação no Rio de Janeiro

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Recentemente, foi lançado um dos projetos que comporão o quadro de atividades do espaço Oito. O centro de inovação de incubação de empresas e de empreendedorismo  foi fundado pela concessionária de serviços de telecomunicações Oi. A expectativa de inauguração do espaço físico, que atualmente passa por reformas, é para o fim deste ano.

Alexandre Castro, head da área de Inovação e Novos Negócios da Oi, garantiu que o projeto prevê a implementação de modelos de parceria e construção de rede com outras empresas e instituições.

Oito
Espaço Oito (Foto: Renata Mello)

Entre as atuais parceiras estratégicas estão: Nokia, IBM, Oracle, Amazon Web Services, CPqD, Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), Senai, escritório Montaury Pimenta, Machado & Vieira Mello, Oi Futuro, Yunus Negócios Sociais Brasil e Instituto Gênesis da PUC-Rio, que será o responsável pela coordenação técnica do Programa de Incubação do Oito.

De acordo com Castro, o objetivo é criar um espaço de referência para a geração de novos negócios. E, também, para o desenvolvimento de soluções tecnológicas e digitais, aceleração de startups e suporte a negócios sociais.

Programa de incubação oferecerá mentorias e apoio às startups

O Oito terá atuação em três frentes:

  • O programa de incubação de startups em estágio inicial
  • A seleção de startups mais maduras para aceleração, com acesso à área de coworking e aos parceiros do Oito
  • O IoT Lab, laboratório para desenvolvimento e teste de soluções de Internet das Coisas em parceria com a Nokia
Alexandre Castro
Alexandre Castro

No programa de incubação, Castro destacou que as startups receberão suporte nas áreas gerencial, jurídica, financeira, estratégias de vendas e de comunicação. Além disso, terão direito à mentorias e espaço de trabalho.

“O Oito será um espaço criado pela Oi para encontro e transformação. Essas frentes terão o suporte de um espaço totalmente dedicado ao ecossistema. O Oito será voltado para eventos e programação cultural, para inspirar ideias e criar conexões entre pessoas e empresas.”

Alexandre Castro explicou que o objetivo não é a monetização dessas startups.

“Entendemos que o principal objetivo é investir em novas empresas com conexão com o nosso negócio e que ajudem a Oi e parceiros a desenvolverem serviços mais inovadores que atendam às novas demandas dos clientes. A geração de economia de custos e aumento de produtividade, elevando a competitividade da companhia, serão resultado desse processo.”

Ainda de acordo com o head, a Oi espera que o Oito se consolide como um hub de inovação e empreendedorismo. “O objetivo é funcionar com parcerias estratégicas. E, assim, cultivar a vocação do Rio de Janeiro para inovação e economia criativa”, enfatizou.

Uso de tecnologia na educação permitirá que professores assumam novos papéis

Carla Uller, gerente de Educação, Inovação e Comunicação do Oi Futuro, chamou atenção para as contribuições que a tecnologia pode trazer para o segmento educacional.

“A tecnologia surge como um modo de liberar os professores das tarefas mais rotineiras para que assumam um novo papel, como orientadores e conselheiros mais próximos de cada aluno. Além disso, a tecnologia também oferece suporte ao ensino customizado, em que parte das etapas de aprendizado ocorre em plataformas digitais.”

Para Carla, essa mudança no setor abre mais espaço para a consolidação de edtechs no Brasil e no mundo.

“É importante investir paralelamente na formação de educadores, porque são eles quem absorverão as novas soluções nas escolas. A adesão dos educadores é o grande fator de sucesso para as edtechs, seja no Brasil ou em outros países”, ressaltou.

Letícia Santos

Letícia Santos

leticia.santos@folhadirigida.com.br

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