Pernambucoders: clube ‘massa’ de programação nas escolas públicas

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As mudanças causadas pela tecnologia têm revolucionado não só a forma como vivemos. A maneira como aprendemos também está em constante transformação. Por isso é de extrema necessidade que as instituições de ensino incorporem em seu currículo escolar novas matérias que atendam as demandas das futuras gerações.

O ensino de programação, por exemplo, é uma das mais importantes.

A American Computer Science Teachers Association (CSTA) — que faz parte da Association for Computing Machinery (ACM) —, recomenda a introdução à informática na educação básica, de diferentes modos. A programação é um deles.

Com o objetivo de melhor qualificar os jovens em matérias relacionadas a programação, a Secretaria de Educação de Pernambuco (SEE) e o Porto Digital, em parceria com C.E.S.A.R, UFRPE e Softex, incorporaram o ensino de programação na rotina de estudantes da rede estadual.

Programação é diferencial para o mercado de trabalho

O projeto Pernambucoders teve início em agosto de 2016. Cada turma tem aulas durante 24 meses. Além de auxiliar no aprendizado de outras disciplinas, aumentar a adesão aos cursos universitários de programação e ampliar o número de mulheres interessadas e atuantes na área são outros dos objetivos.

Segundo Polyana Targino, gerente do projeto pelo Núcleo de Gestão do Porto Digital, programação é o novo diferencial para os futuros profissionais.

Polyana Targino, gerente do projeto pelo Núcleo de Gestão do Porto Digital (Foto: Reprodução – Gilson Bazileu/PortoDigital

“A programação se mostra como uma nova linguagem que deverá ser aprendida pelas pessoas e pelos futuros profissionais. Assim como o conhecimento da língua inglesa, que no passado era um diferencial, e atualmente é mandatório para empresas e profissionais competitivos.”

Financiado pela (SEE), o Pernambucoders está presente em nove escolas da cidade, que também é conhecida como a capital do frevo. Desse total, quatro são Escolas de Referência em Ensino Médio (EREM), duas de ensino médio regular e três de ensino fundamental regular.

Mais de mil estudantes já foram beneficiados

Cada escola tem a possibilidade de ter duas turmas por semestre. Cada turma tem capacidade para 25 a 30 alunos. Para facilitar as atividades, é necessário dois monitores por turma.

Neste semestre, o projeto está com 473 alunos e 18 monitores em 18 clubes, sendo três de turmas contínuas.

“Há cerca de 60 vagas por escola. Qualquer aluno interessado pode participar, respeitando o número de vagas. Caso ultrapasse, há uma lista de remanejamento/espera para o mesmo semestre, ou o seguinte. A seleção é feita pela própria gestão da escola, com apoio dos monitores do projeto. Cada escola define seu critério, que pode ser tanto por ordem de interesse quando por desempenho escolar.”

Durante o o curso, é possível ver até quatro níveis de conteúdo. Cada um desses temas pode ser abordado em um semestre, caso haja alunos interessados para formar turma.

“O nível inicial é dá ênfase aos conhecimentos básicos em programação. Ainda nesse período, os alunos aprendem técnicas de ideação para solução de problemas e desenvolvem um game ou aplicativo. A partir do segundo semestre as atividades abordam conhecimentos mais avançados e práticos, de execução e gestão do projeto que idealizaram no primeiro semestre da iniciativa.”

Cinthia Guedes

Cinthia Guedes

cinthia.guedes@folhadirigida.com.br

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