Colégio Poliedro usa tecnologia para tornar aulas mais atrativas

WhatsAppFacebookShare

As relações de ensino e aprendizagem estão em constante transformação. O perfil dos estudantes agora é outro, e esse é um dos principais fatores que contribuem para essa necessidade de mudança.

“Esta é uma geração muito ávida por tecnologia”, disse a gerente comercial e responsável pelas parcerias acadêmicas da ENG, Simone Lourenço.

Entendendo a necessidade de reformular e inovar suas metodologias de ensino, o Colégio Poliedro, em parceria com a ENG, investiu em uma ferramenta elaborada pela empresa Wacom, o Bamboo Spark.

Bamboo Spark: gadget engaja estudantes nos projetos pedagógicos

“A tecnologia do Spark permite que o aluno escreva em papel comum, com uma caneta, que além de familiar, se torna um backup físico do caderno do aluno, pois mesmo se a bateria acabar (e dura por vários dias), ou o dispositivo quebrar, ele ainda tem o papel. Com apenas um toque, o aluno transfere a sua produção escrita para o meio digital e para a sala de aula, onde o professor pode imediatamente acessar o material”, explicou Massayuki Yamamoto, gerente de tecnologia e inovação do Poliedro.

Massayuki, revelou que antes de aderir ao Caderno Digital foram testados outros aparelhos, como tablets e notebooks com telas touch, mas encontraram alguns obstáculos para a utilização.

“Encontramos dificuldades com relação a duração da bateria, resistência ao ambiente escolar (quedas, líquidos etc.) e perda do material (se o tablet quebrar e não estiver sincronizado, todo o trabalho pode ser perdido).”
Bamboo Spark Poliedro InovEDUCFoi então que, em uma visita à Microsoft, Massayuki assistiu a uma apresentação da ENG, onde foi demonstrado o uso do Bamboo Spark.

“No mesmo instante vi uma possibilidade desse equipamento ser a solução mais adequada para o ambiente escolar.”

Trabalhando juntos, a ENG e o Poliedro desenharam um projeto-piloto com a Wacom, que cedeu 36 unidades do Bamboo Spark para serem testados com os alunos.

“Escolhemos uma classe e capacitamos todos os alunos no uso do Bamboo Spark no nosso cotidiano da sala de aula virtual, só que, agora, com esses alunos podendo participar a qualquer momento, bastando o professor visualizar o caderno.”

Massayuki elencou os principais motivos para a escolha do Spark: preço (mais barato que um tablet), durabilidade (em caso de queda, derramamento de líquidos) e segurança de perda de conteúdo.

Sobre o uso do Bamboo Spark, a representante da ENG destacou que talvez a maior vantagem seja aliar a tecnologia com a escrita tradicional.

“É uma experiência muito legal, porque as crianças continuam escrevendo em seus cadernos, porém compartilham essa escrita em um determinado espaço em nuvem para que os professores possam fazer suas correções e os pais possam acompanhar o que é dado em sala de aula.”

Alguns alunos, inclusive, montam esquemas de estudo para serem compartilhados entre os próprios colegas.

“O aluno tem a oportunidade de acessar os conteúdos em qualquer lugar que esteja. Ele pode estar conectado no smartphone ou em qualquer outro dispositivo e compartilhar aquilo com seus colegas e com o professor também”, disse Simone.

Recursos tecnológicos tornam as aulas mais eficientes

Simone explicou que a participação da ENG foi justamente tentar ajudar na integração do software e do hardware.

“O poliedro tem o perfil mais inovador. Eles já estavam utilizando algumas tecnologias da Microsoft (OneNote) para poder desenvolver um sistema onde pudessem fazer com que o aluno tivesse a tecnologia mais próxima a eles. Mas eles precisavam de um hardware que fosse possível utilizar de forma que não onerasse o projeto.”

A gerente comercial da ENG ressaltou que, em um primeiro momento, esse é um projeto exclusivo do Poliedro. “Quem deu o primeiro passo foi o Poliedro. Nós respeitamos inclusive o próprio título (Caderno Digital), por ser algo muito inovador.”

Porém, Simone não descartou a possibilidade de, futuramente, outras instituições aderirem ao projeto, com os devidos ajustes: “Lembrando sempre que, apesar de a tecnologia estar disponível, cada instituição acaba tendo uma necessidade específica.”

Simone comentou, ainda, que acredita na utilização desse material em escolas públicas. “A parte do software a Microsoft já disponibiliza gratuitamente, e na parte de hardware o fabricante (Wacom) criou realmente uma modalidade onde ele subsidia muito o custo do produto.”

Atualmente, o Poliedro trabalha no aperfeiçoamento da ferramenta, junto com o departamento de desenvolvimento da Wacom.

“O desafio, agora, é criar novas formas de atividades para esses alunos. A produção deles começa a deixar de ser uma mera reprodução e passa a ter um caráter autoral. O compartilhamento de conteúdos instantaneamente trouxe uma infinidade de possibilidades de ensino-aprendizado, onde todos os atores envolvidos só têm a ganhar, se feito com planejamento”, disse Massayuki.

Letícia Santos

Letícia Santos

leticia.santos@folhadirigida.com.br

Ver todas as postagens publicadas por Letícia Santos