Primeira edição do ‘Árvore de Encontros’ discute essência da escola

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Mais do que aprender matérias como Matemática, História e Física, alunos frequentam escolas para se tornarem seres pensantes. Para desenvolver habilidades críticas e entender o seu lugar em sociedade. Para aprender a viver em harmonia com a natureza e a sociedade. Mas será que isso está sendo ensinadona escola?

Para debater o assunto, a Árvore de Livros, maior plataforma de leitura digital do Brasil, convidou três espacialistas para participar da sua primeira edição de rodas de conversas. O CEO da Árvore, João Leal, fez um balanço positivo da estreia do evento. E adiantou que o projeto deverá ser intensificado no próximo ano.

Afinal, como será ‘A escola do futuro’?

Na opinião de pais e educadores que se reuniram na Academia da Ahlma para o primeiro “Árvore de Encontros”, o momento é de transformação. O consenso é que a chegada da tecnologia à educação fez notar que a essência do ensino se perdeu ao longo do caminho. E é preciso repensar a escola do futuro.

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Encontro aconteceu no Leblon, no Rio

Na “linha de frente” do evento, o diretor Pedagógico do Eleva Educação, Fabio de Oliveira, a diretora da Escola Dom Cipriano Chagas, Ana Gabriella Malta, e o criador da Escola da Ponte, José Pacheco — por videoconferência —, proporcionaram uma profunda reflexão para o público presente. O bate-papo bem informal foi mediado pela jornalista e apresentadora Bárbara Pereira.

A responsabilidade de formar cidadãos para atuar em profissões que sequer existem foi um dos destaques da fala do diretor do Eleva. Fabio Oliveira ressaltou a importância de transformar o aluno em protagonista do processo de ensino-aprendizagem.

“O professor precisa, mais do que transmitir conteúdo, orientar os alunos a tratar a informação com senso crítico. Isso é o que fará a diferença no futuro”, disse o diretor do Eleva.

Pensamento complementado pela experiência da diretora da escola Dom. A instituição, criada por iniciativas do terceiro setor, não se enquadra na rede pública nem na rede privada de ensino. Sustentada pela combinação de voluntariado, doações e parcerias com institutos, instituições e empresas, o maior pilar da escola é a educação humanizada.

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“A educação que existe hoje foi fundamentada na Revolução Industrial. O objetivo é formar para o mercado de trabalho, é preparar o aluno para passar no Enem. A educação precisa se humanizar, olhar para trás, para antes disso. Precisa recuperar a construção das relações. Se pensar só em modelos pedagógicos, a educação do futuro não acontece”, disse Ana Gabriella Malta.

Inovação e tecnologia são o caminho para a escola do futuro

Modelos e métodos alternativos de educação já são aplicados por várias instituições de ensino no Brasil, sobretudo da rede privada. Especialistas vislumbram uma escola do futuro mais interativa, participativa, colaborativa, altamente tecnológica e muito influenciada por redes e mídias sociais. E cada vez mais os educadores se preocupam com competências e habilidades socioemocionais na sala de aula.

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Criador da Escola da Ponte, José Pacheco participou do evento por videoconferência (Foto: Divulgação)

Um bom exemplo de ruptura com a escola tradicional é o modelo da Escola da Ponte. A escola pública portuguesa iniciou o projeto em 1976. Lá, alunos participam do processo de gestão e são realizadas assembleias nas quais trazem sugestões e soluções. No Brasil, mais de cem escolas se inspiram na Ponte.

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“Não era possível continuar tendo aula, prova, séries. Isso é a escola do século XIX. Na Escola da Ponte não tem ano, diretor, turma, horário. É esta a integração que se espera para o século 21”, disse seu fundador, José Pacheco, muito aplaudido pelo público presente.

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
debora.thome@folhadirigida.com.br

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