Professores de Matemática dizem como é a formação continuada que desejam

No último dia 4 de maio, foram divulgados os resultados da consulta pública “Eu ensino Matemática: a formação continuada que quero”. O objetivo da pesquisa foi avaliar quais aspectos são essenciais na formação do professor da disciplina. Além disso, a análise poderá fornecer informações relevantes para quem elabora programas e políticas de formação.

A consulta foi realizada pelo Mathema, instituição que trabalha no desenvolvimento de práticas pedagógicas inovadoras para o ensino de Matemática, em parceria com a organização sem fins lucrativos Rede Conhecimento Social. Os resultados estão disponíveis no site do Mathema.

A pesquisa foi fundamentada com base em duas perguntas norteadoras:

  • O que os professores buscam em uma formação continuada de Matemática e para quê?
  • O que os professores gostariam de aprender para ensinar melhor Matemática?

“Queremos entender com essa primeira consulta como ajudar a otimizar recursos e planejamentos para formações continuadas”, explicou Katia Smole, sócia-diretora do Mathema.

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A consulta utilizou a metodologia perguntAção, desenvolvida pela Rede Conhecimento Social. Nesse método, o público pesquisado participa de todas as etapas do processo — desde a reflexão sobre o tema até a análise de resultados.

Professores querem saber como alunos aprendem

Dezoito professores de Matemática da educação básica foram convidados a participar como coautores da consulta.

Katia defendeu a importância de dar voz aos professores para entender o que eles de fato precisam nesses cursos.

“Os resultados mostraram que muitos professores investem na formação continuada. Então eles puderam responder com base em experiências que já tinham vivido”, disse.

Professores de Matemática da rede pública e privada de todo o Brasil participaram da consulta. A pesquisa englobou educadores da educação infantil ao ensino médio.

Katia destacou dois aspectos nos resultados que inquietam os professores: não saber lidar com as diferenças entre faixas etárias e desconhecimento de novas metodologias.

Conheça alguns dos principais resultados gerados na pesquisa