'Professores não desaparecerão com o surgimento de novas tecnologias'

Professores não serão substituídos por tecnologia, diz especialista

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O desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas à educação tem preocupado os educadores. A dúvida é quanto ao próprio papel diante dessas transformações. Os profissionais se questionam se a escola deveria incorporar essas tendências em seu ambiente. E como os professores devem se comportar diante disso. Será que a tecnologia será capaz de substituir os professores? O assunto foi tema de debate no 11° Congresso Rio de Educação, realizado pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Rio de Janeiro (Sinepe Rio), nos dias 29 e 30 de setembro.

Tony Santos, diretor-presidente da Nuvem Mestra – parceira premier do Google Suite For Education no Brasil e no exterior – foi um dos palestrantes sobre o assunto. O professor e engenheiro, que também é diretor do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp) e presidente do Sinepe da região de Campinas, usou alguns dados para destacar a importância de tornar o ambiente escolar mais receptivo e integrado com as questões tecnológicas.

Segundo ele, 97% das informações do planeta já estão digitalizadas. Dessas, 80% já se encontram na internet. Espera-se, ainda, que até o fim do ano existam 208 milhões de smartphones para 206 milhões de habitantes. Isso só no Brasil.

Educação e tecnologia devem ser aliadas

Por conta das novas tecnologias, algumas profissões deixarão de existir em um futuro próximo. Mas Tony aproveitou o evento, lotado de educadores, para enfatizar que isso não deverá acontecer com os professores.

O palestrante ressaltou algumas ideias do sociólogo Manuel Castells para ilustrar melhor essa concepção de que escola e tecnologia devem ser aliadas no processo de formação dos alunos. De acordo com o sociólogo, as escolas que não se adaptarem à era digital estarão fadadas ao fracasso.

Um grande desafio para o futuro, segundo Tony dos Santos, será convencer as crianças de que vale a pena ir à escola, mesmo que elas encontrem todas as respostas no Google. “Os alunos estão na era digital, e essa dicotomia só terminará quando a escola se adaptar a essa realidade”, sentenciou.

Ainda seguindo essa linha de raciocínio, o educador questionou: “As escolas vão continuar ensinando como tem feito nos últimos 20 anos?”

Para Tony, os professores devem enxergar essas transformações como uma oportunidade. Integrar tecnologias aos métodos de ensino torna aulas mais dinâmicas e atraentes para os estudantes. “Eu diria que, na educação, o uso adequado de tecnologia e da internet leva a transformação, inclusão e solidariedade.”

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
debora.thome@folhadirigida.com.br

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