Programação é o novo inglês? Não: programação com inglês é o caminho

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“Saber programar um computador hoje é tão básico quanto saber ler, escrever e fazer contas, e deve ser ensinado em todas as escolas.” A frase é de 2013, dita pelo então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Na época, grandes líderes mundiais ressaltavam a importância de crianças aprenderem programação. Logo depois, em 2014, países como Austrália e Inglaterra tornaram o ensino de programação comum a todas as escolas.

Daniel-Cleffi-MadCode
Daniel Cleffi, um dos fundadores da MadCode

“Sabia que tinha uma onda grande se formando e que o Brasil era absolutamente incipiente nesse movimento”, disse Daniel Cleffi, um dos fundadores da MadCode.

Criada no segundo semestre de 2014, a rede de escolas é, hoje, uma das principais no ensino de programação e robótica. Prova disso é que será responsável pelo curso de introdução à programação e desenvolvimento de aplicativos por adolescentes no Espaço Hack, do Facebook.

Em maio deste ano, a rede de escolas de idiomas Cel.Lep fez a aquisição de 100% da MadCode. Com a fusão, o grupo tornou-se um learning center.

Grade curricular será mais completa com ensino de idiomas e programação

As negociações para essa fusão iniciaram no fim do ano passado. Alexandre Garcia, diretor geral do grupo Cel.Lep, explicou que foi feito um mapeamento do mercado de ensino de programação. Esse processo foi realizado durante um período que durou de seis a oito meses.

Alexandre-Garcia-Cel.Lep“Fizemos uma avaliação tanto da questão cultural, do que as escolas tinham como missão, quanto da questão pedagógica e grade curricular que essas escolas têm e o que estavam fazendo. Identificamos que a MadCode era a que tinha a maior aderência ao Cel.Lep”, disse.

Com a aquisição, o Cel.Lep poderá oferecer aos estudantes uma grade mais completa. Agora será englobado o ensino de idiomas e programação.

Daniel, que também é responsável pela área de programação do Cel.Lep, explicou que a ideia de criar a MadCode surgiu após seus 15 anos de trabalho na Microsoft, onde era responsável pela área de educação e governo.

O fundador da MadCode destaca que aprender programação ajuda esses jovens a entender melhor essas ferramentas tecnológicas e como usá-las a seu favor.

“O mundo é muito digital para criarmos uma geração de analfabetos digitais. Se fizermos isso eles continuarão sendo vítimas da tecnologia e consumidores passivos dessa tecnologia.”

Alunos conseguem desenvolver diversas habilidades com programação

Para Daniel, o ensino de programação transcende a questão da alfabetização digital. É também uma maneira de ajudar as crianças a desenvolver as habilidades do século 21.

“A ideia é a escola fomentar competências como criatividade, liderança, persistência, alfabetização numérica ou matemática, alfabetização científica, cultural e cívica. Essas habilidades do século 21 acabam sendo uma visão muito interessante para modernização da proposta da educação.”

A escola tem uma metodologia de ensino de programação própria. Atua no Rio de Janeiro e em São Paulo. Escolas como a Eleva e Elizer Max, no Rio de Janeiro, contam com o sistema de ensino da MadCode no modelo in school.

Daniel enfatizou a preocupação com os professores que fazem parte da rede. “Temos um programa bem amplo porque precisamos de um professor muito bom nas duas coisas: o conhecimento técnico e uma boa didática.”

Letícia Santos

Letícia Santos

leticia.santos@folhadirigida.com.br

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