Prefeitura de Salvador adota pacote de inovação e tecnologia nas escolas

Prefeitura de Salvador adota pacote de inovação e tecnologia nas escolas

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A rede municipal de ensino de Salvador/BA trabalha contra o tempo para inserir suas escolas na era digital. Os obsoletos laboratórios de informática acabam de ganhar um upgrade, e foram trocados por projetos mais dinâmicos — como também acontece no Paraná —, de acordo com a agilidade de pensamento dos estudantes de hoje.

Agora, em vez de irem até um local cheio de computadores empoeirados — e só de vez em quando —, alunos e professores recebem tablets na própria sala para auxiliar pesquisas e projetos interativos nas aulas.

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Laboratórios Móveis levam tablets para a sala de aula, enquanto os Escolabs oferecem atividades no turno oposto ao das aulas regulares (Foto: Tiago Barros/Agecom)

Os chamados “Laboratórios Móveis” foram adquiridos para as 50 escolas municipais do ensino fundamental II (6º ao 9º ano, antigos 5ª a 8ª séries). A iniciativa consiste em carrinhos que circulam pelas salas, levando os tablets para até as aulas.

“Antes, os laboratórios fixos ficavam fechados e os professores quase não os usavam. Por medo de danificar os equipamentos, por achar que era preciso ter um ‘responsável’ por esses espaços. Agora, os carrinhos vão até o professor, que é incentivado a usar o recurso para acessar conteúdos, fazer pesquisa, interagir”, explicou Gilmária Ribeiro da Cunha, gerente de Currículo da Secretaria Municipal de Educação de Salvador (Smed).

Laboratórios móveis e Escolabs

Os “Laboratórios Móveis” integram um pacote de inovações na rede municipal. Ainda inclui os “Escolabs“, espaços de experimentação que funcionam no turno oposto àquele da aula regular.

Até o momento, há dois “Escolabs” em Salvador — um no bairro de Coutos (Subúrbio Ferroviário), criado em 2016 e que atende estudantes do fundamental I (até o 5º ano, antiga 4ª série), e outro na Boca do Rio, inaugurado este ano, para o fundamental II.

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Escolab de Boca do Rio foi inaugurada no ano passado (Foto: Divulgação)

“Nesses espaços, as crianças desenvolvem projetos e aprendem raciocínio lógico, cultura global, fazem vídeos e criam outros conteúdos”, acrescentou a gerente da Smed.

Os “Escolabs” foram criados pela Prefeitura com uso de programas e plataformas do Google e do SmartLab — uma iniciativa do Grupo Santillana que projeta a escola atual para o futuro e contempla plataformas interativas e integradas aos conteúdos de várias disciplinas.

Articulação em rede

Desde 2015, a secretaria desenvolve o Programa Nossa Rede, que utiliza metodologia do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa (Icep). O programa está presente em todas as 355 escolas públicas da prefeitura que trabalham com o fundamental I.

Inicialmente, o Nossa Rede construiu um projeto pedagógico para a rede básica do município. Isso ajudou a criar uma identidade dentro das diretrizes nacionais de educação e o aprendizado de cada ano do segmento.

“Antes, cada escola trabalhava de uma forma. Não havia a configuração de rede de ensino. A cidade está dividida em dezregionais de educação, e cada uma tem características diferentes. O Subúrbio não é igual a Itapuã”, exemplificou Gilmária.

Segundo a educadora, a ideia do Nossa Rede foi criar parâmetros de identidade com o que existe nas unidades. A gerente antecipa que a Smed e o Icep farão um novo trabalho em conjunto. O objetivo é a formação direta de professores.

“O professor precisa ser estimulado a abrir os olhos para a era da tecnologia, informação e conhecimento”, disse Gilmária. A gerente também ressaltou que a formação continuada é um dos fatores essenciais para que as inovações na escola. Principalmente, o uso que se faz da tecnologia.

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
debora.thome@folhadirigida.com.br

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