Rede promove aprendizagem criativa no ensino público

Leo Burd, criador da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa

Alguns quadrados no chão e cartas feitas de papelão viram um jogo que simula a lógica da programação. Estruturas com palitos de madeira e plástico utilizam conceitos de Matemática e Física. Esta é a proposta da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa — utilizar do que se tem para promover um ensino mais lúdico.

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O grupo nasceu em 2015, por meio de uma parceria entre o MIT Media Lab e a Fundação Lemann, justamente com o objetivo de disseminar a aprendizagem criativa em escolas públicas do Brasil.

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“Ao invés de disseminar os projeto do MIT no Brasil,  fizemos o inverso. Partimos do pressuposto que já existiam muito projetos legais por aqui, mas o problema é que estes projetos estavam isolados. Então a gente resolveu criar uma rede para juntar estas pessoas, disse Leo Burd, pesquisador do MIT e um dos criadores da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa.

E o projeto de conectar estas iniciativas vem dando certo. A rede já conta com mais de 1,3 mil educadores, artistas, empreendedores e interessados em mudar a educação no Brasil. Somente em São Paulo são 400 pessoas participando de encontros.

“Juntas essas pessoas identificam problemas e soluções. Nós contribuímos com a experiência do MIT e os participantes contribuem com sua própria experiência. Assim que se criou esta rede”, explicou Burd.

Os encontros, realizados periodicamente, vão de debates a passeios em grupo. “É um rede totalmente baseada em encontros pessoais, nos quais as pessoas se reúnem para alguma atividade cultural, ou para testar uma nova ferramenta e até para propor um plano de aula”, falou o pesquisador.

Novos projetos e próximos passos

O grupo já contabiliza algumas iniciativas como o Festival de Invenção e Criatividade (Fic Maker), que teve sua primeira edição realizada no ano passado na USP. Outra é o desafio aprendizagem criativa. Nele as pessoas dão ideias para transformar a educação no Brasil. Ano passado foram 200 propostas. Oito finalistas foram para os Estados Unidos e conheceram os laboratórios do MIT.

Com o crescimento do número de participantes e a disseminação dos projetos, a Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa deve ganhar este ano um caráter mais institucional, transformando-se em um ONG, com o apoio do MIT e da Fundação Lemann.