Robótica: aprendizagem para além das salas de aula

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O estudo de robótica tem sido incorporado no currículo de diversas escolas no Brasil e no mundo. Porém, a relação dos alunos com essa atividade não fica limitada apenas às aulas — aumenta, cada vez mais, a participação em torneios e, dessa forma, aprimora os conhecimentos na área.

Esse interesse faz com que as escolas comecem a investir mais nesses torneios. O Sesi Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, por exemplo, sediou este mês a fase estadual do Torneio Brasil de Robótica (TBR) e a etapa nacional da World Robot Olympiad (WRO).

Competição de robótica na escola Sesi Jacarepaguá (Foto: Renata Mello)

Vitor Oliveira Fontes, analista de Educação do SESI Rio, destacou a importância da robótica. Segundo ele, esta é uma proposta educacional eficaz no desenvolvimento do pensamento computacional.

“Os alunos desenvolvem, na prática, os conceitos teóricos de diversas disciplinas para a construção de modelos, também conhecidos como protótipos. Além disso, são desafiados a observar, abstrair, inventar e construir”, disse.

Robótica estimula aprendizagem mais aberta e colaborativa

A escola não fica limitada a apenas ceder seu espaço para que os eventos aconteçam. Os alunos têm a oportunidade de fazer contato direto com o universo da robótica no dia a dia.

“Aproximamos nossos alunos do método científico. Ele formula uma hipótese, pesquisa, implementa, testa, observa e faz as devidas alterações para que seu ‘robô’ funcione. Os alunos do fundamental já desenvolvem atividades com os kits Lego Mindstorms; no médio, oficinas tecnológicas já utilizaram sistemas embarcados, como é o caso das placas Arduíno, Raspberry Pi, motores e sensores”, explicou Fontes.

O analista ainda destacou a aproximação de novos modelos de educação e o espírito de aprendizagem aberta que essas competições proporcionam. Outro ponto positivo é a oportunidade que os participantes têm de trocar conhecimento.

“Além do desenvolvimento das relações pessoais, o incentivo à criatividade e da inovação que essas atividades sempre promovem, a grande oportunidade acontece no intercâmbio com outras equipes de robótica, criando redes de relacionamento e colaboração, trocas de experiência e fomento científico.”

A tecnologia é uma grande colaboradora do processo de ensino-aprendizagem, mas ela precisa ser inclusiva. Dentro desse contexto, a Robótica Inclusiva Livre oferece aulas de robótica para crianças e jovens com necessidades especiais.

Letícia Santos

Letícia Santos

leticia.santos@folhadirigida.com.br

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