Rope: projeto inédito no país usa tecnologia na educação infantil

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Rope Univali robótica InoveducEuforia e encantamento. As duas palavras definem a reação dos alunos do Núcleo de Educação Infantil (NEI) Carrossel, no bairro Nações, em Balneário Camboriú (SC), ao receberem seus novos “colegas de classe”: três robozinhos.

O Rope(Robô Programável Educacional) foi lançado na semana passada. O projeto é uma parceria entre a prefeitura, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e o Ministério Público (MP).

Alunos da educação infantil de Balneário Camboriú participarão do projeto, inédito no país, cuja “estrela” é um robô de brinquedo. Por meio da ferramenta, aprenderão mais sobre matemática, programação, além de desenvolver raciocínio lógico, cooperação e outras habilidades.

O objetivo é que, até o fim deste ano, 27 núcleos de educação infantil de Balneário Camboriú recebam 30 robozinhos, que podem ser estilizados e batizados pela criançada. A ação impactará no aprendizado de 4.300 alunos.

‘Codes’ do Rope serão abertos para todo o país

O brinquedo de programar é voltado para crianças entre 4 e 7 anos. O robô revestido com madeira obedece aos comandos programados por meio de cinco botões coloridos.

O Rope começou a ser desenvolvido há três anos. Um grupo de 20 pesquisadores de sete áreas do conhecimento da Univali atuaram na sua criação. A ferramenta é baseada num projeto semelhante desenvolvido na Inglaterra.

A adaptação foi idealizada pelo professor André Luis Raabe, que coordena o Laboratório de Inovação Tecnológica na Educação (Lite), da Univali.

Cada robô importado custaria cerca de R$ 600. Com a produção no Lite, o Rope sai por cerca de R$ 150.

No ano passado, recebeu apoio do Ministério Público de Balneário Camboriú para a parte financeira. Assim, foi possível a doação dos robôs para os núcleos de educação infantil da cidade.

Os códigos de produção de Rope serão abertos, gratuitamente, para instituições públicas de todo o país.

“A intenção é ajudar na melhoria da educação de crianças, não é ganhar dinheiro. Fizemos tudo com muita raça. Alunos que têm bolsas de iniciação científica de R$ 300, R$ 400, dedicaram horas de trabalho. Mestrandos e doutorandos ficaram anos estudando a aplicação e viabilidade”, disse Raabe.

Objetivo é unir tecnologia e ensino lúdico 

O Rope permite trazer a tecnologia para a sala de aula, de maneira divertida e lúdica, sem o uso de computadores. Com a ferramenta, o professor pode modelar as atividades e desafios, nas quais o robô seria o personagem principal.

O robozinho, com seus botões coloridos e dez tipos de sons e de luzes, permite trabalhar conceitos como a resolução de problemas, número e estimativas.

Os comandos de movimento também possibilitam explorar lateralidade e outros aprendizados fundamentais na fase do desenvolvimento infantil. Há 44 comandos possíveis de movimentos.

Para estimular a criatividade dos alunos, eles também podem compor seus próprios cenários e narrativas. Junto com o robô, são entregues kits com três tapetes pedagógicos.

A ideia é possibilitar o trabalho com formas geométricas e outras situações lúdicas, junto com a tecnologia.

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
debora.thome@folhadirigida.com.br

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