Sincroniza Educação oferece inovação disruptiva às escolas

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As diferentes realidades das escolas, inclusive dentro de uma mesma cidade, faz da Sincroniza Educação uma empresa com um repertório amplo de ações para a adoção de tecnologia. No entanto, é importante que os professores e gestores estejam empenhados nesse processo. Além disso, a empresa faz a gestão dos projetos e cria, junto com as secretarias de Educação, uma cultura de gestão de resultados.

Como promover uma revolução educacional em meio a tanta desigualdade entre os ensinos público e privado do Brasil? Certamente, muitos educadores e outros profissionais da área já fizeram estas perguntas: por onde começar? Como ser um agente dessa transformação?

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Após uma parceria de três anos na implementação de tecnologia em escolas públicas, Ana Paula Manzalli e Keila Visconti criaram a Sincroniza Educação, empresa que oferece formação inicial e continuada do corpo docente e dos gestores para uso qualitativo das ferramentas tecnológicas. E ajuda a responder a essas questões.

“Éramos consultoras em um projeto da Fundação Lemann chamado “Inovação nas Escolas”, que apoia redes públicas de ensino na utilização da Khan Academy, a maior plataforma adaptativa gratuita do mundo. Depois de três anos de projeto, entendemos que poderíamos gerir esse trabalho de forma a atender mais projetos e chegar a mais escolas”, lembrou Ana Paula Manzalli, cofundadora da Sincroniza Educação.

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Cientes do contexto de mais de 60 redes públicas de educação em vários estados brasileiros, Ana Paula e Keila entenderam que os maiores desafios para a implementação da tecnologia das escolas é a infraestrutura e a formação dos educadores.

Objetivo é dar autonomia às escolas para transformá-las

Em 2017, a Sincroniza Educação atuou em 12 projetos de diferentes parceiros (Fundação Lemann, Editora Moderna e Instituto Votorantim). O resultado desses projetos foi a visita a 66 cidades em 15 estados brasileiros. Impactou na educação de mais de 210 mil crianças e jovens.

Ao todo, são 30 educadores que trabalham em rede auxiliando escolas e secretarias de educação a pôr em prática sua visão de uso da tecnologia para promover aprendizagem.

O processo de implementação de tecnologias educacionais vai desde a prospecção das escolas até o registro do processo. Passa pela coleta de dados, formação inicial e continuada, acompanhamento do uso semanal da tecnologia, visitas às escolas, reuniões de gestão do projeto, ações de engajamento e encontro de boas práticas.

Metodologia híbrida é usada na formação dos educadores

A formação dos educadores se divide em duas partes: inicial e continuada. Na formação inicial, os participantes têm a oportunidade de explorar as ferramentas do ponto de vista do aluno e do professor. A partir dessa experiência, são abordados os conceitos pertinentes à formação. Como ter a oportunidade de explorar a ferramenta é muito importante, as formações presenciais dependem da quantidade de computadores disponíveis.

Já a formação continuada varia de acordo com o projeto, a ferramenta e as necessidades das escolas. A equipe do Sincroniza Educação desenvolve conteúdo adequado a cada projeto. Trabalha com trilhas online, encontros presenciais mensais ou bimestrais. Coordenadores pedagógicos e/ou professores são incluídos. Há visitas às escolas para observação de aulas e atendimento individualizado.

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Ao fim dos projetos, o “Encontro de Prática” coroa o processo. A troca de experiências e os aprendizados adquiridos entre os educadores, valorizando o trabalho realizado e o protagonismo dos participantes.

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“A formação continuada busca aprofundar as discussões sobre o uso de tecnologia. As práticas passam de um estágio instrumental, de substituição de algo que era feito antes, a um estágio incremental e transformador. Nessa etapa, a tecnologia é utilizada de forma que os estudantes sejam mais ativos em sua aprendizagem. O tempo de cada um é respeitado. O professor acompanha o processo por meio de dados e dá apoio quando necessário”, ressaltou Keila.

Ambas as formações têm a utilização de modelos de ensino híbrido, como o laboratório rotacional. A turma é dividida em dois grupos. Enquanto um trabalha nos computadores, o outro grupo analisa dados gerados por esse uso em atividades offline.

Colaboram em pequenos grupos para refletir sobre as ações possíveis de se fazer com os dados em mãos. Dessa forma, além de fazer sentido para os objetivos da formação, essa prática de ensino híbrido também funciona como modelo que os professores podem realizar com os seus alunos.

Consultoria é feita em todos os setores da instituição de ensino

A Sincroniza Educação é contratada por instituições que desejam realizar a implementação de tecnologias em escolas. Sejam elas donas de uma tecnologia educacional (como a Khan Academy, Editora Moderna, a Nova Escola ou a MGov) ou apoiadoras de escolas públicas com tecnologias (como a Fundação Lemann, a Fundação Telefônica ou o Instituto Votorantim).

“Não temos uma plataforma própria. Implementamos ferramentas que já existem no mercado, com recursos em que acreditamos. Nossa empresa é prestadora de serviços de implementação de projetos de tecnologia em escolas”, disse Ana Paula.

Ou seja, nenhuma escola paga a Sincroniza pelo serviço prestado. Por isso, o modelo de negócio é B2B.

“Realizamos a formação inicial e continuada dos professores e da equipes gestoras e técnicas. Fazemos o acompanhamento dos dados fornecidos pelas ferramentas e elaboramos ações de engajamento para que o uso de tecnologia faça parte da rotina escolar. Oferecemos todo o suporte necessário para que as escolas usem a tecnologia de forma qualitativa. É uma mudança de paradigma na escola”, resumiu Ana Paula Manzalli.

Cinthia Guedes

Cinthia Guedes

cinthia.guedes@folhadirigida.com.br

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