Snapchat: educação que se autodestrói em 24 horas também dá resultado - Inoveduc

Snapchat: educação que se autodestrói em 24 horas também dá resultado

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Aliar Educação à Tecnologia. Uma união bem possível na atual sociedade globalizada, na qual os estudantes estão cada vez mais conectados às plataformas digitais. Depois das redes sociais como o Facebook e do Youtube, o ensino chegou ao Snapchat, a mais nova rede social móvel de fotos, textos e vídeos instantâneos.

Ao notar que o aplicativo se tornou bastante popular entre os jovens, a pedagoga Taís Bento decidiu investir nele, criando a conta SOS Tenho Prova. Ela também é uma das responsáveis pelo projeto Socorro! Meu filho não estuda, presente em site e também no Youtube. Em entrevista, ela relembra como surgiu a ideia.

“A conta surgiu em novembro de 2015. No começo eu postava somente uma dica por semana e recebia dúvidas esporadicamente. Mas de cinco meses para cá, atendendo à demanda dos seguidores, que cresceu demais, passamos a postar dicas de segunda a sexta. E não há um dia que encerramos sem ter várias perguntas, dúvidas e mensagens com prints de provas com notas altas ou resultados positivos que conseguiram depois de aplicar as dicas que passamos”.

Já no tocante à interação de Taís com os estudantes — parte que a pedagoga diz ser sua parte preferida —, ela explica que todos os dias responde a cerca de 100 comentários que chegam, desde de crianças de 8 anos a concurseiros e vestibulandos.

“Eles mandam os mais diversos tipos de comentários: dúvidas, foto de boletim e prova com nota boa depois que seguiram as dicas, desabafos, retornos contando sobre como foi aplicar alguma dica, elogios… todo dia tem de tudo! E essa interação é fantástica, pois só prova o quanto os alunos realmente estão interessados e querendo mesmo saber o que podem fazer para aprender e estudar melhor”, analisou.

Sobre a audiência dessa conta, a pedagoga disse que, por semana, há uma média de 150 mil visualizações. E enumera quais são os principais temas que os estudantes pedem para serem abordados: a falta de concentração, excesso de pressão para passar nas provas ou para ir bem nelas e a dificuldade de usar a tecnologia a favor dos estudos.

Todo o conteúdo que é compartilhado no Snapchat é autodestruído após 24 horas. Diante disso, será que os alunos conseguem “absorver” todos os vídeos que a pedagoga posta? Ela responde.

“Sim. Esse fato colabora ainda mais para o aprendizado deles. Se fosse um conteúdo que ficasse lá para assistir a qualquer momento, acredito que assistir aos vídeos seria mais algo que se acumularia na lista das tantas coisas que um estudante têm para fazer”.

Taís Bento continua. “O que acontece é que esses segundos dedicados ao vídeo acabam rendendo muito, já que com as dicas eles aprendem a estudar de uma forma mais eficaz e menos ‘sofrida’. Apesar de tudo isso, atendendo a pedidos dos próprios seguidores, em toda terça a principal dica do ‘snap’ da semana é postada no nosso canal do Youtube. Assim, as dúvidas que mais se repetem ficam lá para eles consultarem quando precisam”, concluiu.

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
debora.thome@folhadirigida.com.br

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