Startup focada em mobile learning prevê 100% de crescimento em 2017

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A maior parte dos conteúdos produzidos para internet hoje são consumidos via smartphone. Entretanto, são poucas as plataformas que pensam maneiras de trabalhar com projetos de mobile learning (aprendizagem móvel).

Ricardo Drummond , CEO da startup m-Learn, trabalha com educação à distância há 17 anos e percebeu uma mudança no mercado web quando os acessos começaram a migrar de computadores para smartphones. E foi baseado nessa tendência que ele decidiu criar a m-Learn, voltada para mobile learning.

Ricardo Drummond, CEO da m-Learn, que aposta em mobile learning
Ricardo Drummond, CEO da m-Learn

A startup é a desenvolvedora do aplicativo Qualifica que oferece diversos cursos a partir de R$3,99 por semana. Dentre as opções oferecidas estão: preparatório para o Enem, inglês, colocação no mercado de trabalho, empreendedorismo, controle financeiro, entre outros.

Gamificação garante maior interesse dos usuários nos cursos em formato mobile learning

Ricardo explica que os cursos utilizam uma metodologia auto funcional, que mescla o uso de texto, áudio, vídeos e métodos de fixação. A plataforma aposta também recursos de gamificação. Conforme os usuários vão realizando as atividades propostas, vão acumulando pontos que podem ser compartilhados com os amigos através de redes sociais.

O CEO aponta esse recurso como o diferencial da plataforma de mobile learning: “À medida que o usuário vai estudando, ele ganha pontos, medalhas. Então parece um jogo realmente, um jogo onde o objetivo é aprender”, ressalta.

“O engajamento sempre foi um desafio em projetos de educação à distância. Tanto nos níveis de graduação como em cursos livres, pois requer muita disciplina. Às vezes as pessoas começam o curso empolgadas e depois, por falta de tempo, dificuldade de acompanhar, acabam abandonando. Então nós vimos que existem inúmeros estudos apontando que a gamificação aumenta o engajamento e a retenção do conhecimento”, explica.

Aplicativo Qualifica é exemplo de mobile learningPara o desenvolvimento do aplicativo, profissionais de diversas áreas foram envolvidos. “Tivemos pedagogos, jornalistas, analistas de sistema, analistas de interface, engenheiros, administradores, gerente de projetos, entre outros.”

A plataforma começou a ser desenvolvida em 2013, mas só ficou totalmente pronta no ano passado. Ao longo desse processo, toda a equipe de desenvolvedores se empenhou em realizar pesquisas e entrevista com o objetivo de entender qual era a necessidade do usuário, quanto tempo ele teria para estudar e que conteúdos buscava.

Mobile learning: pesquisa aponta perfil de quem estuda pela Internet.

Além do plano semanal que custa R$3,99, os usuários têm a opção de contratar um plano mensal, de R$9,99. O modelo de negócios viabiliza a assinatura dos serviços sem a necessidade de utilizar um cartão de crédito. O valor do plano, semanal ou mensal, é descontado da conta de telefone do usuário.

O objetivo da startup este ano é levar essas soluções para o mercado de educação corporativa e instituições de ensino. Com essa expansão, a m-Learn pretende crescer 100% em 2017, segundo Ricardo.

Letícia Santos

Letícia Santos

leticia.santos@folhadirigida.com.br

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