Tecnologia começa a virar quesito obrigatório do currículo escolar

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O que vem à sua cabeça quando te perguntam o que é tecnologia? Com certeza, você poderá listar grandes inovações tecnológicas, mas talvez não saiba identificar quem as utiliza. Mas acredite: elas estão por todos os lados.

Foi-se o tempo em que os alunos tinham um papel de coadjuvante dentro das salas de aula. Com os avanços da tecnologia eles estão, dia após dia, assumindo uma nova identidade — a de protagonistas. Passam a não só receber orientações, como também a passá-las aos seus mestres. A recém conhecida geração Y está na ativa, mostrando que não há idade para o protagonismo.

Entre essas inovações encontramos a robótica, que é um ramo educacional e tecnológico que engloba computadores, robôs e computação. “O trabalho da robótica é a mesma coisa que um trabalho científico”, disse Jane Serrato, coordenadora do Centro Educacional Miraflores na Barra.

Segundo Jane, a robótica é um dos meios usados pela escola para que a criança possa se colocar, aprimorar e desenvolver o poder de decisão. “Com isso você desenvolve na criança tomada de decisão, discussão com os colegas, análises dos objetivos que precisamos atingir. Sempre de forma lúdica e também instrutiva, porque é ali que eles assumirão o papel de protagonismo”, ressaltou.

Eliana Garcia, coordenadora pedagógica do Centro Educacional Miraflores em Laranjeiras, disse que a escola tem que estar preparada o tempo todo para trazer discussões para os alunos sobre o que está acontecendo na sociedade, o que está sendo importante para o homem de uma maneira genérica, de uma maneira muito ampla. “Quando você tem uma escola que é aberta à discussão, os ‘erros’, os equívocos podem se tornar futuros acertos a partir de reflexões dos próprios alunos”, argumentou.

Apesar das atividades serem desenvolvidas com lego, brinquedo cujo conceito se baseia em partes que se encaixam permitindo muitas combinações, as atividades executadas vão muito além de brincadeiras de criança. As aulas, ministradas em inglês, são preparadas com ajuda de especialistas que, junto com as professoras, planejam como os assuntos serão abordados e quais serão as etapas cumpridas. “Dessa forma, permitimos que a criança fale aquilo que ela sabe e descubra aquilo que não sabe”, concluiu Eliana.

Durante anos a educação foi tratata de forma homogênea; ou seja, todos os alunos recebiam as mesmas tarefas. Ainda que algumas instituições utilizem esse método, a tecnologia está cada vez mais acessível e traz com ela muitas inovações que auxiliam os alunos a desenvolverem seu desempenho dentro e fora da sala de aula.

A plataforma adaptiva nada mais é do que uma ferramenta capaz de identificar, por meio de exercícios respondidos pelos alunos, quais são suas maiores dificuldades em cada disciplina estudada. “O aluno responde aos exercícios na plataforma e, a partir daí, temos um feedback. Descobrimos quais são suas maiores dificuldades”, disse Jorge Menezes Neto, diretor geral do Sistema de Ensino GPI.

O uso da plataforma adaptiva tem facilidado não só o desempenho dos alunos, como também a entega dos resultados aos pais. “Os pais recebem o feedback com todos os detalhes sobre o rendimento dos seus filhos. Quando os chamamos para conversar, não entregamos a eles uma nota fria, mas sim um diagnóstico”, disse Jorge.

Os avanços tecnológicos tendem a assustar os educadores, causando-lhes um pouco de resistência às mudanças no ensino. “Os educadores precisam entender que as ferramentas tecnológicas chegam para colaborar e facilitar o aprendizado do aluno”, frisou o professor, ao ressaltar a importância e do professor em sala de aula. “O mundo mudou, as coisas mudaram, mas acredito que nunca devemos abrir mão do professor dentro das salas de aula”, finalizou Neto.

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
debora.thome@folhadirigida.com.br

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