Tecnologia e novos modelos educacionais para a formação dos jovens do futuro

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Foto: Lila Rodrigues

Cada vez mais, as salas de aulas precisam se adaptar a rotinas relacionadas à tecnologia. É difícil pensar a escola do século 21 tendo em mente os modelos educacionais de instituições da década de 50.

Os nativos digitais são fruto de uma sociedade tecnologizada, onde o mundo online e offline se misturaram. Por isso, pensando na interação entre o virtual e o físico, a Escola Sesc de Ensino Médio adotou o ensino híbrido.

O objetivo do modelo de aprendizagem é permitir a diversidade metodológica da instituição que recebe alunos de todo o país.

“Na educação híbrida os jovens podem escolher quais metodologias mais lhe agradam e os conteúdos nos quais eles se veem mais alinhados”, afirmou André Ferreira, gerente pedagógico da Escola Sesc.

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André Ferreira, gerente pedagógico da Escola Sesc

Tudo começou há, aproximadamente, três anos. André conta que começaram com um estudo para ouvir quem eram os jovens e saber quais eram os seus desejos.

“Essa geração é acostumada a construir os próprios objetos, a personalizar itinerários. Quando chegam na escola encontram o oposto. Geralmente encontram modelos únicos, preparados para todos, ou pelo menos, para a grande maioria.”

Segundo André, esse modelo de ensino padronizado faz com que os alunos que não se adaptam, procurem outra forma para aprender.

Por receber alunos de diferentes estados, a diversidade já estava exposta em relação às culturas trazidas por cada aluno.

A realidade da instituição despertou o interesse pelo modelo de educação que permitisse uma diversificação metodológica, tanto do ponto de vista didático, quanto pedagógico.

Formação de alunos conectados, atuando nas redes

Foto: Jackeline Nigri

Para André, a educação híbrida permitiu que o corpo docente visse o quanto a ‘velha escola’ ainda está impregnando a ‘nova escola’.

“O modelo de sala de aula fechado. O mundo hoje não é murado, é feito por redes. No entanto, a escola insiste nos modelos fechados de paredes, muros, portas, de controle, de supervisão”, disse.

A implementação de medidas inovadoras pode dar-nos a sensação de que estamos trazendo algum tipo de hibridismo para a escola. Mas, de acordo com André, isso não é verdade. Para o educador só está havendo uma variação do recurso tecnológico.

“Repetição, hoje, dá lugar à criação, à reinvenção. Se pretendemos educar jovens para o futuro, precisamos saber que sociedade esperar esses ‘garotos’ quando eles se formarem”, ressaltou.

Trabalho em parceria com educadores promove formação docente diferenciada

A aproximação da escola com as demandas sociais é o resultado final do engajamento entre professores e alunos.

André conta que a formação dos professores para o uso das novas metodologias implementadas na instituição se deu a partir do momento que começaram a trabalhar em pares.

“Perguntávamos quem domina as ferramentas de edição de vídeo, o uso de alguns instrumentos e maquinários do Espaço Maker, por exemplo. Foi dessa forma que demos início à formação.”

Para o gerente pedagógico, perceber que você tem uma instituição que se alinha com aquilo que a sociedade espera dela é o grande ganho.

Cinthia Guedes

Cinthia Guedes

cinthia.guedes@folhadirigida.com.br

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