Watson, da IBM, já leva computação cognitiva para a educação

Watson, da IBM, já leva computação cognitiva para a educação

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Atualmente discute-se formas de utilizar a computação cognitiva em diversos segmentos como medicina, finanças, turismo e engenharia. Mas como a tecnologia pode impactar o setor de educação?

Segundo Thiago Moraes, arquiteto de soluções de indústria na IBM com ênfase no setor de educação, a computação cognitiva já é uma realidade: “Essa tecnologia está abrindo novos caminhos em todas as indústrias, inclusive no setor de educação.”

A IBM é a responsável pelo desenvolvimento do Watson, o primeiro sistema cognitivo apresentado ao mundo. Seu lançamento foi feito em um jogo de perguntas e respostas da TV americana, o Jeopardy, em 2011.

Thiago afirmou que a tecnologia auxilia alunos, professores e até pesquisadores.

“Professores podem ser auxiliados por sistemas cognitivos para aprender sobre o aluno de modo a tomar as melhores decisões, não somente com base em dados demográficos, mas mergulhando nas nuance da personalidade, do tom de voz, do sentimento, do estado emocional, das condições ambientais, das relações pessoais.”

Sistemas capazes de se comunicar com seres humanos

Também é possível usar a tecnologia para potencializar as competências individuais. E pesquisadores podem extrair insights de grandes quantidades de dados e descobrir padrões e oportunidades por intermédio desses sistemas cognitivos.

Foto-Thiago-Moraes
Thiago Moraes, arquiteto de soluções de indústria na IBM

De acordo com Thiago, a tecnologia cognitiva ajudará a lidar com a grande quantidade de dados gerados atualmente, em sua maioria desestruturados, e que sistemas computacionais tradicionais não são capazes de tratar.

“Quanta informação está disponível em blogs, vlogs, twitters, mídias sociais, logs de sistemas que podem ser úteis para ajudar a entender melhor as necessidades, comportamentos e interesses dos indivíduos?”

O arquiteto de soluções de indústria da IBM explicou que sistemas cognitivos como o Watson são capazes de se comunicar com seres humanos. Além disso, podem processar grandes volumes de dados, formular hipóteses e avaliações e são capazes de aprender com base em evidências.

“Eles processam informações em linguagem natural. Ou seja, linguagem humana, em detrimento de uma linguagem de máquina que não é compreensível para o ser humano.”

Watson já auxilia professores

Thiago explicou que a IBM está expandindo o conhecimento do Watson em diferentes indústrias. No setor de educação, já são comercializados brinquedos cognitivos para o segmento de educação infantil.

“Estamos transformando a experiência do processo de ensino e aprendizagem por meio da individualização e personalização. Temos aplicações que vão desde assistentes para auxiliar o professor no exercício da prática docente até sistemas que interagem com o estudante, de modo a orientá-lo no processo de aprendizagem.”

O Watson também já interage com alunos. O sistema fornece informações sobre situação acadêmica, financeira, regimento interno, vida no campus, alojamentos, entre outras. Assim, melhora a experiência com a instituição de ensino.

Thiago destacou, ainda, os impactos que a computação cognitiva gerará nas escolas.

“Estamos entrando em uma nova era da computação. Querendo ou não, afetará as escolas e as relações que lá existem. Acredito que a organização educacional eficaz será aquela que conseguir integrar as formas contemporâneas de comunicação da sociedade ao modelo de comunicação escolar.”

A Big Data também pode contribuir para o dia a dia dos professores e ajudar a melhorar métodos de ensino prevendo a trajetória dos alunos e auxiliando no combate a evasão escolar, por exemplo.

Letícia Santos

Letícia Santos

leticia.santos@folhadirigida.com.br

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