O que é nanodegree?

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Débora Thomé
Escrito por Débora Thomé

selo-o-que-eOs nanodegrees, também chamados aqui no Brasil de “nanocertificados”, prometem ensino online e intensivo de habilidades requisitadas pelo mercado e certificação válida. Mesmo que ainda não tenham o peso de uma graduação, esses cursos ultra-centralizados podem agregar valor ao currículo dos profissionais.

Nos Estados Unidos, empresas modernas e gigantes como Google e Apple não exigem mais curso superior completo ao contratar seus funcionários. Isso porque o microlearning pode substituir treinamentos presenciais ou mesmo o investimento em um curso formal, de longa duração.

O termo nanodegree foi cunhado pela plataforma de ensino online Udacity.  A startup do Vale do Silício começou a operar no Brasil em 2016. Seu principal objetivo é “conectar educação e mercado, oferecendo aos estudantes as habilidades que precisam para se preparar para as profissões do futuro”, de acordo com seu diretor-geral para a América Latina, Carlos Souza.

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Os nanodegree foram desenvolvidos porque os criadores da Udacity perceberam que poucos estudantes concluíam cursos online. Uma pesquisa realizada pelo Coursera mostrou que 72% dos seus estudantes consideram que a modalidade proporcionou benefícios profissionais. Além disso, 65% também afirmaram ter percebido melhora educacional.

Estruturados em cima da produção de projetos e com apoio de empresas de tecnologia, os nanodegrees atraem, principalmente, quem quer mudar de carreira, avançar profissionalmente ou empreender. E, segundo Carlos Souza, da Udacity, ajuda muito quem busca oportunidades fora do Brasil: “Temos alunos em mais de 160 países, e todos recebem o mesmo certificado.”

Saída viável para países em crescimento

O modelo tem apelo especialmente em países onde o gap educacional é grande e a falta de qualificação frente às novas tecnologias ameaça milhares de vagas de emprego. Na China, quase 100 milhões de pessoas são adeptas do formato. Na Índia, há políticas públicas de incentivo à educação a distância.

Isso porque o formato atinge mais pessoas com um custo menor. Mas é preciso fazer duas ponderações aqui: o microlearning, embora cresça a olhos vistos, ainda é uma macrotendência, algo que trará impacto maior no futuro.

No setor de tecnologia, por exemplo, o formato já predomina. Tudo indica que isso acontecerá também com negócios, marketing e outras profissões”, explicou Adilson Batista, sócio-fundador da Today, que coordenou um levantamento sobre o setor recém-divulgado.

O outro ponto é que os nanodegrees não acabarão com o ensino tradicional. Até mesmo porque há carreiras que precisam dele, como Medicina e Engenharia Civil, para citar alguns exemplos.

Saiba quais são as melhores plataformas para investir em nanodegree

Conheça as principais instituições do ramo presentes no levantamento. E saiba como cada uma delas atua.

Débora Thomé

Débora Thomé

Editora-chefe
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