O que é realidade virtual?

Letícia Santos
Escrito por Letícia Santos

selo-o-que-eJá imaginou conhecer qualquer lugar do mundo sem sair de casa? Com a realidade virtual isso é possível. A tecnologia funciona a partir de um sistema informatizado capaz de construir cenários realistas, mas em um ambiente virtual. O principal objetivo é provocar no indivíduo imerso em uma simulação a sensação de que tal experiência é real.

A tecnologia, comumente associada ao universo dos games, ainda dá os seus primeiros passos no setor educacional. Segundo Liana Brazil, cofundadora do aplicativo Superviz, a realidade virtual ajuda a criar memórias presenciais que duram por mais tempo na mente dos estudantes. Além disso, é um recurso democrático, pois permite que pessoas de todas as classes socais tenham essas experiências.

“A memória presencial é muito mais potente para a educação do que experiências tradicionais de sala de aula. Pelo app, há a possibilidade de levar grupos de estudantes para qualquer lugar, instantaneamente, e sem custos de logística. Isso abre possibilidades para melhora no processo de aprendizado”, destacou Liana.

App proporciona uma experiência coletiva em realidade virtual

O SuperViz foi desenvolvido pela SuperUber — empresa de criação de projetos inovadores que misturam arte, tecnologia e arquitetura e design — e tem como objetivo criar uma experiência virtual coletiva para edução e colaboração.

No SuperViz, os usuários têm a oportunidade de viver uma experiência coletiva em realidade virtual para trocar informações e compartilhar ideias.

. BeeNoculus é realidade virtual voltada a atividades imersivas
. Startup VR Monkey cria conteúdos educativos com realidade virtual

O app apresenta diversas funcionalidades, como: criar galerias de fotos panorâmicas, fotos 360 graus, vídeos 360 graus e Google Street Views; e usar ferramentas como laser pointers, desenho, conferência de voz, hotspots de áudio e camadas de imagem.

Outra funcionalidade apresentada no aplicativo é a possibilidade de realizar uma atividade sem que alunos e professores estejam necessariamente no mesmo local. Um especialista pode enviar instruções para estudantes de qualquer lugar do mundo.

Cenário para 2018 é promissor

A realidade virtual ainda é um recurso pouco explorado no setor educacional. Para Liana, isso ocorre porque há uma crença de que é necessário fazer um investimento alto para se obter os equipamentos necessários. Atualmente, o mercado tecnológico oferece vários de óculos VR, de diferentes preços e que atendem a todos os públicos.

Google Cardboard

O Google oferece um catálogo com óculos em diferentes formatos e materiais. A ideia é dar oportunidade para todos terem acesso a atividades imersivas de forma simples e fácil. Os preços dos óculos variam entre R$15 e R$130.

BeeNoculus

A startup brasileira BeeNoculus também disponibiliza óculos VR para atividades em realidade virtual. O preço do produto custa em média R$200.

A dificuldade em criar conteúdos apropriados para esse tipo de atividade também é uma reclamação comum entre os professores. A boa notícia é que já existem cursos que ensinam como criar experiências em realidade virtual. Além de aplicativos, como o SuperViz, que auxiliam na elaboração desses conteúdos.

Google For Education

 

[video_embed src=https://youtube.com/embed/mlYJdZeA9w4]

 

Durante a Bett London 2018, o Google for Education divulgou um novo programa onde estudantes e professores podem criar suas próprias experiências virtuais imersivas através do Google Expeditions, utilizando câmeras 360° e o aplicativo do Google. A notícia foi divulgada no site EdWeek Market Brief, que acompanhou o anúncio da novidade.

Udacity

Udacity oferece um programa de nanodegree para desenvolvedor de realidade virtual com duração de seis meses. O Google VR é parceiro de conteúdo do curso. Para participar da especialização, é necessário ter acesso a um Google Cardboard e um celular compatível com o óculos.

Para o ano de 2018, a expectativa em relação ao uso do VR é positiva.

“Acreditamos que após ter a experiência, a pessoa entende suas aplicações e quer usar mais. Esse efeito em rede vai continuar a se expandir. Inicialmente, haverá um aumento em áreas nas quais o uso do VR pode permitir o acesso a locais reais, porque é a maneira mais fácil e óbvia de se perceber seus benefícios”, enfatizou Liana.

Letícia Santos

Letícia Santos

[email protected]