O que é pitch?

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Imagine-se tentando convencer uma plateia sobre uma ideia. A maneira como a apresentará diante do público e os argumentos que usará para defender seu projeto é considerado um pitch. Por definição, esse termo muito utilizado por statups de diferentes segmentos, é um discurso de vendas feito para stakeholders como investidores, clientes e parceiros.

Nathalia de Abreu, CEO da plataforma Estudologia, disse que há algumas estruturas possíveis para desenvolver um pitch. No entanto, a mais comum é uma breve introdução do que é o sistema, o problema que pode ser resolvido e, por último, informações sobre mercado, time e o que mais for de relevância para quem está ouvindo.

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“Algumas pessoas usam essa ordem, outras fazem um storytelling e começam contando uma história para sensibilizar o público. Alguns também gostam de começar fazendo uma pergunta para gerar reflexão sobre o problema. Há várias maneiras de começar um pitch”, explicou Nathalia.

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No meio de tantas informações sobre o projeto, é importante que o empreendedor saiba selecionar o conteúdo mais importante e não perca tempo com detalhes que poderiam ser explicados em outro momento. Em resumo, o problema a ser resolvido, a solução para esta questão, o tamanho do mercado e o time são imprescindíveis na elaboração de um bom pitch.

Um bom pitch precisa ser bem estruturado

Em entrevista ao InovEduc, Ana Julia Ghirello, fundadora da abeLLha, incubadora de negócios de impacto social, falou sobre dois tipos de pitches: o de venda e o de investimento.

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Para o pitch de vendas, Ana Julia disse que é importante saber quais são os potenciais problemas e oportunidades que a empresa para a qual você se apresentará poderá ter com o seu produto. Para isso, é necessário que o empreendedor “estude” a instituição.

“Esse discurso de vendas precisa ser bem estruturado, ter uma linha de discurso quando você for apresentar. Quem está escutando precisa entender de maneira fácil e simples a mensagem que você quer passar”, disse Ana Julia.

Já no pitch para investidores, o mais famoso entre as startups, o problema e a oportunidade devem estar bem definidos. Em sua estrutura, o discurso deve ser linear e simplificado, seguindo a seguinte estrutura:

  • Problema
  • Solução
  • Mercado (número de potenciais clientes)
  • Jornada do usuário
  • Rendimento
  • Plano de entrada no mercado (plano de marketing, melhorias no produto)
  • Equipe

Feito esse roteiro, a fundadora da abeLLha ressaltou a importância de definir o equity e o valuation. Ou seja, pela “grana” que você está pedindo, qual a porcentagem da sua empresa que o investidor levará.

“Não pirem na estrutura e nos dados. Pensem em como podem explicar de maneira simples e linear o porquê, o que é, o que você está oferecendo. Traz isso para um nível de conversa. No fim do dia, são pessoas lidando com pessoas”, aconselhou Ana Julia Ghirello.

 

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