O que é BYOD?

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selo-o-que-eUma tendência que surgiu no mundo corporativo ganha cada vez mais espaço na área educacional. O BYOD, sigla para “Bring Your Own Device”, propõe que os alunos tragam para a sala de aula seus próprios dispositivos digitais.

“A partir do momento que começamos a ter equipamentos móveis mais baratos e a trabalhar com a rede wireless, isso muda bastante a dinâmica de trabalho com os alunos. Assim, quando o professor permite que o equipamento venha para sala não é preciso parar toda a dinâmica da aula para ir até o recurso, é o recurso que está ali disponível para você utilizar a hora que for necessário”, disse Luciana Allan, diretora técnica do Instituto Crescer.

Dessa forma, não é preciso deslocar os alunos da sala de aula para o laboratório de informática para realizar uma atividade que necessite do auxílio da tecnologia. Segundo Luciana, esse é um fator que acaba desestimulando os professores a utilizarem tecnologia.

BYOD permite explorar espaços além da sala de aula

“Até chegar lá, acomodar os alunos e conseguir começar a aula, ele já perde mais da metade da aula. Então, numa aula de 50 minutos, o professor tem ali 15 minutos para trabalhar com os alunos, isso se não tivesse nenhuma intercorrência, como um computador que trava, um aluno que perde o trabalho”, explicou Luciana.

Outra possibilidade ao usar o BYOD é explorar outros espaços além da sala de aula. “O mais legal é que você também pode levar esse recurso para outros espaços. Pode fazer estudos de campo e levar esses recursos para atividades fora da escola. O professor tem oportunidade de aproveitar muito mais tudo o que a tecnologia traz de possibilidade de registro em imagem, vídeo, entre outras atividades.”

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De acordo com Luciana, a despadronização da tecnologia utilizada por alunos e professores não é um problema. Pois o foco não é ensinar a mexer em tecnologia. A ideia é que os alunos utilizem os recursos que têm à disposição para realizar as atividades propostas.

Adotar essa estratégia requer cautela e planejamento

Adotar o BYOD na escola também acaba gerando uma economia significativa para o gestor educacional. Luciana explica que é comum a ocorrência de danos aos equipamentos por falta de cuidados nesses ambientes. “O aluno não percebe aquilo como algo que é dele, para ele é coletivo. Então não precisa ter o cuidado que deveria. Por conta disso, as escolas estão optando por partir para essa outra estratégia.”

A diretora do Instituto Crescer destacou, ainda, que a decisão de implementar o BYOD nas escolas tem que ser pensada colaborativamente por toda a comunidade escolar.

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“O legal é constituir um fórum para a escola pensar em conjunto. É importante conhecer crianças de outras escolas que já estão mais avançadas nesse sentido, trocar ideias e constituir sua própria política de acordo com a sensibilidade o perfil daquele grupo”, enfatizou.

Pilares para a implementação do BYOD nas escolas