O que é ensino híbrido?

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selo-o-que-eAs salas de aula do século 21 precisam estar cada vez mais adaptadas às novas formas de promover o ensino. A união do tradicional e do online é a base do ensino híbrido, ou do inglês, blended learning, que, quando bem ajustado, é capaz de dinamizar o aprendizado.

A personalização e a autonomia são os principais objetivos do ensino híbrido. Dessa forma, o professor passa a ser o mediador do conhecimento, e não mais a fonte.

“O aluno se torna o centro do processo educativo, tomando controle sobre o tempo, modo, lugar e o ritmo de sua aprendizagem”, explicou Alexsandro Sunaga, educador referência em ensino híbrido do Instituto Península e co-autor do livro “Ensino Híbrido: personalização e tecnologia na educação”.

Para ser considerada híbrida, a metodologia deve ser composta de atividades independentes, com estratégias, objetivos e avaliações próprias. Além disso, pelo menos uma delas deve utilizar tecnologia online e, juntas, devem compor um objetivo maior sob o mesmo tema, de acordo com Sunaga.

“Os modelos de ensino considerados híbridos têm tecnologia tradicional como: lousa, giz, projetor, apostilas. Mas também têm tecnologias baseadas no ensino online.”

Principais características e modelos do ensino híbrido

Antes de implementar o ensino híbrido em sala de aula, é preciso se atentar aos recursos disponíveis na instituição. A adoção desse método não está exclusivamente ligada à substituição de ferramentas, e sim à integração delas.

Personalização, domínio, altas expectativas e propriedade dos alunos são algumas características de uma atividade híbrida de qualidade. Todas elas são responsáveis pela reformulação dos professores e dos alunos dentro e fora das salas.

Como o nome mesmo já pressupõe, a personalização é caracterizada pela elaboração de atividades que se adequam aos conhecimentos prévios dos alunos. A partir daí, os estudantes avançam à medida que comprovam domínio dos conhecimentos necessários para as próximas etapas.

As altas expectativas se referem ao fato de os educadores esperarem e acreditarem que cada aluno pode aprender mais e melhor. Por fim, a propriedade dos alunos é a etapa onde todo o conhecimento adquirido passa a fazer parte do estudante, transformando-o para novas experiências.

Promovendo o ensino híbrido em sala de aula

Uma forma de promover o ensino híbrido é a elaboração de atividades que não necessitem o envolvimento do professor. Dessa forma, há liberdade para gerenciar a sala e dar assistência a qualquer aluno com dificuldade.

“O professor pode nomear alunos com maior facilidade na disciplina para serem os tutores dos grupos. Assim, ganha mais tempo para se dedicar a quem precisa mais. As atividades podem usar diferentes estratégias de ensino, como experimento, atividades maker, lista de exercícios, projeto, vídeo-aula e jogos”, pontuou Sunaga.

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Alexsandro Sunaga, especialista em ensino híbrido (Foto: Arquivo pessoal)

O especialista ressaltou que mesmo em uma sala de aula tradicional é possível organizar as cadeiras para formar as estações. “O importante é que o objetivo de cada estação complemente um objetivo maior do que é o tema da aula.”

A capacitação dos professores e o acesso a conteúdos online são duas das maiores dificuldades apontadas por Sunaga na implementação do ensino híbrido.

“A qualidade da conexão à internet e a disponibilidade de equipamentos é ainda um problema em muitas escolas. Apesar da capacitação ser considerada uma dificuldade, muitos professores já fazem uso pessoal de ferramentas do Google, por exemplo; basta, agora, explorá-las para o ensino”, disse Alexsandro Sunaga.

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