O que é movimento maker?

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selo-o-que-eO movimento maker é uma cultura para fazedores que vem ganhando cada vez mais adeptos ao redor do mundo. Sua principal proposta é estimular pessoas comuns a colocar a mão na massa e explorar sua criatividade.

Surgiu a partir da cultura DIY (Do It Yourself) ou Faça Você Mesmo. Um dos principais fatores que deram força para o movimento foi a crise do sistema capitalista no fim do século 20, que incentivou as pessoas a construir seus próprios bens.

Os makers, como são chamados os seguidores do movimento, valorizam o trabalho colaborativo e a troca de conhecimento e ideias. Costumam se reunir em laboratórios de criação, mais conhecidos como espaços maker, para fabricar tecnologias novas ou consertar e modificar tecnologias já existentes.

Os espaços maker são equipados com uma série de ferramentas, usadas para auxiliar esses fazedores na construção de seus projetos. Confira quais são as mais utilizadas.

O movimento maker na educação

Atividade realizada no espaço de educação maker de Blumenal (Foto: Divulgação)

Profissionais de diversos segmentos enxergam no movimento com um estímulo para desenvolver novos modelos de negócio. Professores também podem se basear nessa cultura para elaborar atividades que estimulem o desenvolvimento das chamadas competências do século 21 em seus alunos.

. 5 metodologias que desenvolvem competências para o século 21

“As atividades devem considerar o que está acontecendo hoje em dia nos espaços de expressão da cultura maker ( feira, sites, redes sociais, etc.) dando sempre voz aos jovens”, alertou Maria Tereza Cobra, coordenadora de Educação do Sesi/SC.

A coordenadora de educação do Sesi destacou a importância de se utilizar um espaço maker no ambiente escolar. “O ambiente do espaço maker parece mais rico que a sala de aula convencional. Isso estimula  os estudantes para que desenvolvam as habilidades de ser, conviver, fazer e aprender.”

. Alunos do Sesi botam a mão na massa no novo espaço maker em Blumenau

Segundo Maria Tereza, os professores tem consciência de que os estudantes devem ser considerados protagonistas no processo educacional. No entanto,  atividades que estimulam a criatividade e autonomia das crianças ainda são pouco exploradas nas escolas.

“A transformação dessa constatação em uma experiência educacional que mobiliza a criança e o jovem a organizar a aprendizagem baseada em projetos, onde ele se torna protagonista desse processo e vai buscar soluções para prototipar com criatividade, com trabalho cooperativo e com soluções diferenciadas e originais para aquela situação de aprendizagem apresentada, isso ainda não é realidade na escola brasileira”, disse a coordenadora.

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