O que é flipped classroom, ou sala de aula invertida?

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selo-o-que-eFlipped Classroom, ou Sala de Aula Invertida, é uma metodologia de ensino pesquisada desde os anos 1990, mas que ganhou mais força somente na última década.

Com diz o nome, o ensino é invertido faz com que o conteúdo passado em aula seja visto em casa. Vídeos, textos, questões ou outras ferramentas interativas podem ser utilizadas. Já o tempo em sala é destinado a discussões, dúvidas e atividades de inteiração entre os alunos. Neste processo o professor se torna um mediador.

O conceito se baseia num tripé que consiste em pesquisa, inovação de sala de aula e tecnologia. A modalidade, no entanto, exige engajamento por parte do aluno. Ele deve se preparar para a discussão em sala de aula fazendo em casa o que no modelo tradicional se faz na escola, aprender o conteúdo.

A pesquisa para medir resultados e implementar melhorias no processo. Já a inovação na sala de aula tem como objetivo proporcionar um layout mais dinâmico, favorecendo a interação e colaboração. Por fim a tecnologia, para garantir ferramentas necessárias.

Um dos maiores defensores e pesquisadores sobre flipped classroom é o professor americano Jonathan Bergmann, criador da Flipped Learning Global Initiative, que propaga e pesquisa a modalidade ao redor do mundo.

Prós e contras da sala de aula invertida

Assim como de costume, o modelo tem fortes apoiadores como também opositores. Entre os favoráveis,os argumentos são diversos. Autonomia do aluno para escolher a melhor maneira de apreender, possibilidade de assimilar o conteúdo em seu ritmo. Outro benefício é poder fazer pesquisas online durante o aprendizado e principalmente o estímulo à troca de informações entre alunos com a curadoria dos professores.

Já para quem é contrário, o engajamento é sempre apontado como principal entrave. Outros pontos também são debatidos, como a necessidades de mudança na carga horária e a resistência de pais a uma mudança radical. A necessidade de capacitação dos professores e da criação de uma política institucional voltada para o flipped learning são outros argumentos.

A ‘flipped classroom’ pelo mundo

De acordo com o Flipped Learning Global Initiative, o número de salas de aula invertidas cresce 37% ao ano.

Um dos maiores exemplos é a Islândia, onde 25% das escolas já adotaram o modelo. Na Itália cerca de 100 professores são capacitados por ano para atuar com a sala de aula invertida. Outras iniciativas de destaque também existem na Australáia, Espanha, Argentina e China.

“Vejo muitos professores aplicando isso pelo mundo, mas não instituições aderindo em larga escala. Se você consegue mudar uma aula, pode mudar uma classe, todas as classes de uma escola, outras escolas e a sociedade”, destacou.

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