O que são metodologias ativas de ensino?

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selo-o-que-eUma mudança de papéis em que o aluno passa a ser protagonista e o professor vira uma espécie de orientador. Essa é a mudança proposta pelas metodologias ativas de ensino. O modelo tira o aluno da condição de ouvinte e faz com que ele tenha mais participação e interação no processo de aprendizagem.

Quando se fala de metodologia, o alvo está nas formas de alcançar os objetivos pedagógicos propostos pela aprendizagem ativa. Nesse contexto, há diversos modelos que podem ser usados como exemplo. Entre os mais famosos estão o estudo de caso, simulações e debates. Um formato de destaque é a aprendizagem baseada em projetos ou problemas (Problem Based Learning – PBL).

“A metodologia ativa quebra com um conceito tradicional que nós temos sobre o que é ensinar. O professor passa a dar menos aulas expositivas, e o aluno vai estudar mais conteúdo em casa para poder debater em sala de aula”, destacou  a diretora do GEN Educação, Andrea Ramal.

Outro formato bem conhecido é o flipped learning (sala de aula invertida), no qual os alunos aprendem o conteúdo em casa, e na aula são realizadas atividades e debates sobre a matéria, o que faz do modelo uma diretriz para as outras metodologias ativas.

“O flipped learning é um método que serve de base para as demais metodologias ativas. Dentro da sala de aula invertida cabem as outras atividades possíveis”, salientou a especialista.

Metodologias ativas
Metodologias ativas de ensino incentivam que o aluno seja o protagonista no processo de aprendizagem

Vale ressaltar que em todas essas modalidades é necessário que o aluno se engaje no aprendizado da parte expositiva. Alguns dos principais expoentes das metodologias ativas do formato estão nos países escandinavos, como Finlândia e Suécia. Mas é possível perceber uma maior progação do formato nos Estados Unidos, onde já foi implantado em diversas universidades.

Cuidados ao adotar metodologias ativas de ensino

Por se tratar de uma mudança radical, a implantação de metodologias ativas deve ser feita com cuidado e de forma a englobar todo o ambiente escolar.

“Não se pode discutir metodologias ativas de forma isolada. Você precisa ter uma mudança coerente, estruturada e sistêmica. Assim as metodologias ativas podem revelar o seu verdadeiro potencial”, explicou Thiago Almeida, diretor de inovação pedagógica do Centro Universitário Celso Lisboa.

Almeida ainda chamou atenção para um erro clássico de continuidade nesse processo de mudança. “Não adianta um professor de Matemática adotar metodologia ativa e fazer uma aula de 80 minutos com os estudantes, se na sequência o professor de Geografia não faz a menor ideia do que aconteceu. É preciso um modelo pedagógico desenhado para as metodologias ativas.”

O especialista também destacou a importância de não se confundir atividades com metodologias ativas. “O ponto é entender que a metodologia ativa não é a atividade, mas a construção didática que o professor faz e que vai colocar o aluno cognitivamente engajado no processo de aprendizagem”, completou.

 

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