Painel do GEduc 2018 destaca avanço do EAD no Brasil

Igor Regis
Escrito por Igor Regis

Painel debateu a gestão e os resultados do EAD no país

O GEduc 2018, evento realizado pela Humus para debater gestão educacional, abriu as portas quinta-feira (22) para um debate sobre a eficácia do EAD como plataforma de ensino no 1ºFórum de Gestão no Ensino a Distância. O encontro foi presidido por Luciano Satheler, reitor do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix e diretor de ética e qualidade da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed).

O destaque ficou por conta do painel “Quais são as evidências que caracterizam a efetividade do EAD e o sucesso dos alunos?”, que contou com a participação de Josiane Tonellotto, reitora do EAD da Laureate Brasil. A educadora trouxe dados para mostrar a evolução da modalidade e avanço de seus resultados nas avaliações de desempenho no Brasil.

A educadora ressaltou a falta de agilidade na regulamentação da modalidade, que só aconteceu em 2005, nove anos após a sua aprovação pelo Ministério da Educação (MEC).  Josiane também apresentou a classificação do EAD, destacando como um modelo aderido na maioria por mulheres e pessoas acima dos 30 anos.

No entanto, no que diz respeito às novas matrículas há um equilíbrio maior entre mulheres e homens (61% e 39%) e também uma adesão dos mais jovens, em sua maioria de 18 a 24 anos. A mudança mostra uma tendência de maior distribuição, que vem acompanhada de uma modificação dos cursos. “Nós temos que ter um EAD que seja atraente para os mais velhos e para os mais jovens”, explicou a reitora do EAD da Laureate Brasil.

Josiane Tonellotto também aproveitou para apontar os bons resultados quem vem sendo alcançados pelos cursos de EAD. De acordo com dados do Enade, os cursos de EAD têm uma porcentagem maior de notas 3, 4 e 5 no CPC (Conceito Preliminar do Curso), do que os cursos presenciais. “A qualidade do EAD depende muito mais da instituição que o faz do que da modalidade. A questão não é o EAD ou presencial, mas a qualidade da educação superior”, salientou.

 

EAD e presencial sem diferenças

Roberto Paes, do Grupo Estácio, destacou a importância de um bom gerenciamento os cursos de EAD

O diretor de Tecnologias Educacionais do Grupo Estácio, Roberto Paes, que também participou do painel do GEduc 2018, falou sobre a importância de adotar um modelo em que o aluno do presencial e do EAD tenham uma formação semelhante, com o mesmo nível de conhecimento.

Paes destaca que esta linha de pensamento foi o que garantiu à Estácio um modelo de EAD bem sucedido. “Criou-se um modelo de gestão no qual a transição entre o presencial e o EAD era possível, por se tratara de cursos exatamente iguais. É necessário entender que o projeto pedagógico é igual, o que muda é formato de transmissão”, conta Paes.

O diretor também atentou para a importância de criar tecnologias e ferramentas para ajudar no gerenciamento dos modelos educacionais. No caso da Estácio foram quatro, SGC, BdQ, SAVA e ADAPTA, cada uma responsável por um processo dentro da gestão educacional.

“Construímos várias tecnologias e ferramentas para organizar o ensino EAD. Usamos para criar planos de aulas, para fazer arquitetura da informação entre outras coisas. No nosso projeto pedagógico existe uma convergência de meios. Se quisermos trazer uma nova tecnologia para se integrar a este sistema é possível”, ressaltou.

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