Perspectivas do setor educacional brasileiro para 2018

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Rogério Gabriel
Escrito por Rogério Gabriel

O ano de 2017 foi bastante movimentado no Brasil. As decisões políticas e econômicas tomaram conta dos noticiários deixando de lado, muitas vezes, discussões sobre temas importantes, como a educação. Após as eleições municipais, Reforma do Ensino Médio e as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), para citar alguns dos temas que cercaram o setor educacional, assistimos a um esvaziamento de metas concretas que pudessem posicionar o Brasil como um país referência em educação.

O Brasil dedica cerca de 19% de seus recursos públicos ao ensino, montante superior à média de países avaliados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ou seja, o problema não está essencialmente no dinheiro.

O que existe é uma dificuldade para realizar a distribuição desses recursos, uma vez que o número de matrículas escolares no Brasil é crescente, mas o país tem altas taxas de abandono escolar, reprovação e baixo desempenho, além de cerca de 3 milhões de jovens entre 4 e 17 anos longe das salas de aula, segundo o Censo Educação, levantamento feito pelo Ministério da Educação (MEC).

Dizer que a solução para essa equação é fácil, seria leviano, pois estamos falando de um país de dimensões continentais. Ao mesmo tempo, acredito que já temos ao nosso alcance algumas dicas do que poderia ser feito para que a educação brasileira tome rumos diferentes — e melhores — nos próximos anos.

‘É preciso inovar o trabalho feito em sala de aula’

Sugiro que o começo da mudança aconteça de cima, de forma a mudar a cultura do nosso país. Aqui, falo de pontos práticos. Como:

  • melhora de infraestrutura
  • compra e adequação de material escolar
  • reciclagem e formação profissional
  • adaptação dos métodos de ensino

Pontos de extrema importância, que têm influência direta sobre a população.

Chamo atenção para a questão dos métodos de ensino. Estamos vivendo em um mundo que, a cada dia, torna-se mais dinâmico, e andar na contramão dessa tendência não me parece muito inteligente.

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Assim, precisamos inovar no que diz respeito ao trabalho feito em sala de aula — aprender precisa ser mais divertido, atrativo e prazeroso; precisamos prender a atenção dos nossos jovens, mas não de maneira obrigatória, e sim de modo que a escola seja vista como um lugar acolhedor.

Isso pode ser alcançado de diversas maneiras. Por exemplo, através de jogos educativos, dinâmicas em grupo, materiais interativos e, em um nível mais avançado, com a inserção da tecnologia na sala de aula.

Reciclagem dos professores é ponto fundamental

Nas marcas da MoveEdu, por exemplo, conseguimos notar uma melhora de 50% no aprendizado em todas as idades devido ao ensino híbrido, que une técnicas pedagógicas à tecnologia, trazendo dinamismo ao cotidiano escolar.

Pensar em formas novas de ensinar e adequá-las às realidades regionais pode, inclusive, incentivar nossos governantes a erradicarem cada vez mais as desigualdades socioeconômicas do Brasil, de modo a nivelar as condições de vida e educacionais em nosso país. Além disso, incentivar a constante reciclagem e preparação dos educadores, trazendo profissionais cada vez mais qualificados para dentro das escolas.

É certo que todo esse processo demanda estudo, tempo e, principalmente, vontade. Vemos importantes iniciativas sendo feitas no âmbito do ensino privado e é gratificante ver que todo o trabalho daqueles que se preocupam com a educação no Brasil tem dado bons frutos.

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Agora, no que parece ser uma retomada econômica, é o momento de continuarmos evoluindo e mostrando resultados, trazendo para o debate educacional questões práticas e que podem ser resolvidas por meio de trabalho e dedicação, tendo em mente que aperfeiçoar a formação de crianças e jovens deve ser o principal compromisso daqueles que se preocupam com um cenário mais otimista para o Brasil nos próximos anos.

Rogério Gabriel

Rogério Gabriel